Petróleo fecha em alta e supera US$ 106 com tensões no Oriente Médio
Novos ataques dos houthis à Arábia Saudita no fim de semana pressionaram os preços de petróleo nesta segunda-feira (12).
As cotações terminaram a sessão nos maiores níveis em duas semanas.
A declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, de que Ucrânia e Rússia concordaram em interromper ataques às instalações de energia de ambos os países, na sequência de um acordo de fornecimento de diesel dos EUA com Moscou, ajudou a conter um movimento mais intenso de valorização do óleo bruto.
Na Intercontinental Exchange (ICE), o contrato de petróleo do tipo Brent com entrega para dezembro fechou em alta de 1,84%, a US$ 106,65 o barril.
Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para novembro subiu 2,06%, a US$ 93,74 por barril.
Com o tráfego tanto pelo Estreito de Ormuz quanto pelo Mar Vermelho ainda prejudicado em meio a ataques contínuos, a equipe de estratégia em investimentos do UBS WM avalia que o mercado físico de petróleo deverá se manter com oferta restrita em nível global.
"Embora as exportações de petróleo bruto do Oriente Médio tenham melhorado nos últimos meses, os dados mais recentes indicam que os embarques dos países do Golfo permanecem abaixo dos níveis anteriores ao conflito.
As exportações de diesel por via marítima em setembro também se mantiveram significativamente inferiores aos níveis observados no início do ano", ponderam os especialistas.
Os profissionais acrescentam ainda que a recente decisão do G-7 de liberar 100 milhões de barris de estoques de emergência pode oferecer um alívio temporário, mas que não resolve o atual desequilíbrio do mercado.
"À medida que os estoques de emergência são utilizados, a margem de segurança do mercado contra futuras interrupções diminui." Conteúdo publicado originalmente no Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor Econômico.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.