PF encontra dois fuzis e submetralhadora na casa de vereador do Rio de Janeiro
O vereador do Rio de Janeiro Jorge Canella (União Brasil) foi preso em flagrante pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (22), após agentes encontrarem dois fuzis e uma submetralhadora durante buscas na casa dele , na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste da capital. As informações são do g1.
Segundo a PF, as três armas são de uso restrito e estavam em desacordo com a legislação. Jorge poderá responder pelo crime de posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.
A prisão ocorreu durante a sétima fase da Operação Unha e Carne, deflagrada para investigar a suspeita de posse irregular de armas de fogo de uso restrito por um dos investigados.
Jorge Eduardo Barreto de Andrade Filho, conhecido como Jorge Canella, é coronel da Polícia Militar. Segundo informações apuradas pelo g1, ele havia conseguido a cautela do armamento dentro da corporação.
Ao todo, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O vereador e as armas apreendidas foram encaminhados à Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio, onde foram realizados o auto de prisão em flagrante e os demais procedimentos.
A nova fase integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal para combater organizações criminosas que atuam no Rio de Janeiro.
A investigação que levou às buscas contra Jorge Canella está relacionada à apreensão de um fuzil durante a sexta fase da Operação Unha e Carne, realizada em julho.
Na ocasião, o armamento foi encontrado no porta-malas do carro do ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil), que acabou preso em flagrante.
Márcio afirmou à Polícia Federal que o fuzil não pertencia a ele, mas a um policial militar que integrava sua equipe de segurança pessoal.
A sexta fase da operação investigava uma organização criminosa suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio para lavar dinheiro. Segundo a PF, o grupo investigado teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões ao longo de seis anos, conforme relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Naquela operação, a PF cumpriu 19 mandados de busca e apreensão e informou ter apreendido cerca de R$ 919 mil e US$ 13 mil em espécie, além de um fuzil de calibre restrito, nove armas curtas, computadores, celulares, veículos, joias e documentos.
Márcio Canella ficou preso por quatro dias e posteriormente foi solto por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Em sua defesa sobre o fuzil encontrado no veículo, o ex-prefeito negou ter a posse irregular da arma e afirmou que ela pertencia ao policial militar responsável por sua segurança.
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