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MP aponta fraude na pesagem de lixo e pagamento de propina em investigação sobre contratos de limpeza urbana em MG

G1 ·
MP aponta fraude na pesagem de lixo e pagamento de propina em investigação sobre contratos de limpeza urbana em MG

As investigações da operação "Forças Ocultas" apontam que um esquema de corrupção e fraude em contratos de limpeza urbana utilizava mecanismos de superfaturamento, incluindo a falsificação de documentos de pesagem de resíduos em aterros sanitários.

As informações foram divulgadas pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que cumpriu nesta quarta-feira (28) 20 mandados de busca e apreensão e três de afastamento cautelar de funções públicas. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Os alvos da operação são agentes públicos e empresários do setor de limpeza investigados por corrupção e fraudes em contratos firmados com prefeituras.

Os mandados foram cumpridos nas prefeituras de Gonçalves, Pouso Alegre e São Gonçalo do Sapucaí, além da residência de um investigado em Varginha.

Segundo o coordenador regional do patrimônio público do MPMG, Eduardo de Paula Machado, foram apreendidos equipamentos eletrônicos e documentos que serão analisados.

Operação cumpre mandados de busca para investigar corrupção e fraudes em contratos públicos no Sul de Minas Ministério Público de Minas Gerais "Foi apreendido telefones celulares, pendrives, notebooks e também diversos documentos que agora serão analisados", afirmou.

Materiais também foram recolhidos na sede da empresa investigada, a THV, em Pouso Alegre.

Todo o material foi encaminhado ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), responsável pela extração e análise dos dados.

Investigação começou em 2023 A investigação teve início em 2023, a partir de apurações conduzidas pelo Ministério Público de São Paulo.

De acordo com o MP, um empresário do setor de limpeza urbana oferecia e pagava propina a agentes públicos municipais para obter contratos com prefeituras.

Após as contratações, os serviços seriam superfaturados.

Conforme as apurações, um dos métodos utilizados para aumentar indevidamente os valores pagos pelos municípios estaria relacionado à pesagem dos resíduos descartados nos aterros sanitários.

"A investigação sugere a existência de diferentes mecanismos de superfaturamento.

Um deles consistiria na fraude da pesagem do lixo junto ao aterro, ou seja, o caminhão é pesado tanto na entrada quanto na saída do aterro e com isso você sabe qual é a massa, o peso do lixo descartado e que posteriormente deve ser pago pelo município.

Porém, o grupo falsificava esses tickets de pesagem e levava a pagamento pelas prefeituras.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.

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