Ataques houthis expõem fragilidade da defesa saudita apesar de gastos bilionários
Os ataques dos houthis à Arábia Saudita estão expondo os limites da capacidade militar do reino, apesar de seus gastos com defesa superarem com folga os dos demais vizinhos da região.
Mísseis e drones lançados pelo grupo apoiado pelo Irã a partir do Iêmen provocaram destruição em território saudita nos últimos dias, matando ao menos 18 pessoas e forçando o fechamento do principal aeroporto internacional do país, em Riad.
Os houthis não dão sinais de que pretendem reduzir a ofensiva e continuaram atacando diversas cidades sauditas ao longo desta semana.
A Arábia Saudita destinou entre US$ 64 bilhões e US$ 96 bilhões para defesa neste ano, segundo dados compilados pela Bloomberg Economics.
No topo da estimativa, o valor é mais que o dobro do gasto de Israel, o segundo maior orçamento militar do Oriente Médio.
O reino opera baterias antimísseis Patriot, da Raytheon, equipadas com os mais modernos interceptadores PAC-3 da Lockheed Martin, utiliza centenas de caças F-15 da Boeing adaptados para sua força aérea e é o único país do Golfo com aeronaves de reabastecimento em voo.
Ainda assim, os houthis vêm conseguindo causar danos consideráveis com equipamentos muito menos sofisticados.
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O país ocupa mais de 2,1 milhões de quilômetros quadrados e possui uma enorme quantidade de ativos estratégicos a serem protegidos, incluindo instalações petrolíferas, bases aéreas e grandes centros urbanos.
Defender-se de mísseis balísticos já é uma tarefa complexa quando há apenas um alvo principal.
Em um país de dimensões continentais, o desafio é muito maior.
Durante a fase inicial da guerra travada por Estados Unidos e Israel contra o Irã, milhares de ataques iranianos foram interceptados pelos sistemas de defesa da região.
Mas mesmo uma taxa de sucesso de 90% pode resultar em danos significativos quando o volume de disparos é elevado.
Além disso, as Forças Armadas sauditas ainda passam por um processo de modernização e continuam altamente dependentes dos Estados Unidos, especialmente na área de inteligência militar.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.