‘Estrelas se alinhando’: Itaú BBA eleva recomendação do Magazine Luiza (MGLU3) para compra; veja os motivos
O Itaú BBA elevou a recomendação do Magazine Luiza (MGLU3) de neutra para Outperform (equivalente à compra) e o preço-alvo de R$ 10, ao final de 2026, para R$ 16, ao final de 2027, o que representa um potencial de valorização de aproximadamente 31%.
A equipe de analistas liderada por Rodrigo Gastim vê as “estrelas se alinhando” para a varejista, que opera pressionada por um cenário macroeconômico desfavorável.
O que o BBA enxerga no horizonte é justamente uma mudança para um cenário de juros mais baixos e melhora da relação risco-retorno de curto prazo.
“O Magazine Luiza é, provavelmente, a empresa mais sensível aos juros dentro da nossa cobertura.
Com as taxas agora em trajetória de queda, e com uma confiança crescente de que essa tendência veio para ficar, atualizamos nossas projeções e aproximamos os resultados de um cenário normalizado, com juros reais próximos de 6%, nível utilizado por muitos investidores diante do atual contexto global”, dizem os analistas em relatório.
Nas contas do BBA, cada corte de 100 pontos-base (bps) na curva de juros adiciona cerca de 11% ao lucro por ação ( EPS ) da companhia.
Vale lembrar que o Magalu tem ocupado os holofotes do mercado, com avanço acumulado de aproximadamente 119% no último mês.
No pano de fundo se destacou o bom humor sobre ativos cíclicos diante do cenário eleitoral brasileiro.
Na última semana, o Ibovespa (IBOV) e ativos sensíveis a juros registraram desempenhos significativos de alta, após o resultado favorável a Flávio Bolsonaro no primeiro turno das eleições presidenciais.
Estrelas se alinhando Além da melhora do lado dos juros, o Itaú BBA avalia que os desafios enfrentados por uma de suas principais concorrentes, a Casas Bahia , combinados à entrada do Magalu nos marketplaces do Mercado Livre e da Amazon , devem beneficiar diretamente as receitas.
Os analistas estimam um incremento de R$ 7,5 bilhões em 2027 em receitas e de R$ 300 milhões no lucro, o que sustenta uma sequência forte de resultados trimestrais e revisões para cima das estimativas.
A expectativa da casa é de que o crescimento das lojas da Magalu tenha atingido patamares de dois dígitos altos em setembro, primeiro mês completo após o pedido de recuperação judicial da Casas Bahia, acima dos 9,7% de vendas mesmas lojas ( SSS ) registrados no segundo trimestre deste ano.
Além disso, há expectativa de que o canal online de itens próprios (1P) tenha voltado a crescer após queda de 11% no segundo trimestre.
A proximidade física favorece a captura dessa demanda, na leitura dos analistas, uma vez que cerca de dois terços das lojas fechadas da BHIA possuem uma unidade da Magalu a menos de 400 metros de distância.
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