Ministro admite que Orçamento pode ter cortes, mas não diz onde
Moretti garantiu que as medidas "não implicam um real a mais de gasto para o ano que vem" e não atrapalham a meta de encerrar 2027 com arrecadação maior do que os gastos. "Nossos pilares para 2027 seguem firmes (caso o presidente Lula seja reeleito)", disse, ao reforçar também a projeção de superávit de 1,5% do PIB até o fim de 2030.
As medidas que foram anunciadas representam ajustes na margem, algo pouco superior a 1% do orçamento total. Não há grandes alterações a se fazer no Orçamento. Nós encaminharemos esses ajustes tão logo haja a designação do relator. Bruno Moretti, ministro do Planejamento
Questionado sobre o descumprimento do superávit fiscal estimado para este ano, o ministro afirmou que o governo precisou tomar medidas para conter a alta do petróleo impulsionada pelos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e do conflito entre Rússia e Ucrânia . "Estamos convertendo uma série de receitas extraordinárias em despesas necessárias à proteção da população e da economia."
Moretti disse ainda governo pretende usar parte das emendas parlamentares impositivas para financiar a proposta de ônibus gratuito aos fins de semana e feriados anunciada por Lula. Segundo o ministro, o custo da medida ainda está sendo calculado, mas a intenção é que ela seja neutra do ponto de vista fiscal.
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Qual a avaliação da equipe econômica sobre as críticas de que as medidas anunciadas nas últimas semanas têm caráter eleitoreiro e pressionam as contas públicas? As medidas implicam uma necessidade de ajuste de pouco mais de 1% do volume total do Orçamento. É um ajuste na margem, sem maiores efeitos. Encaminharemos as mudanças no Orçamento de 2027 ao Congresso, que envolvem, de um lado, a troca de fontes de receita e, de outro, remanejamentos entre despesas. Seguimos com o compromisso de fazer superávit primário no ano que vem e chegar ao fim do próximo mandato, em 2030, com superávit de 1,5% do PIB. Estabilizar a dívida pública será importante para reduzir os juros. As medidas anunciadas não implicam aumento do volume total de gastos, mas escolhas de alocação de recursos. A avaliação é que elas permitem atender segmentos da população com políticas públicas que fazem diferença, sem abandonar os pilares da política fiscal.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, vinha enfatizando o compromisso com a política fiscal. O que aconteceu nesse momento eleitoral? O compromisso desandou? Os pilares para 2027 seguem firmes. O compromisso de entregar superávit primário e chegar ao fim do mandato, em 2030 (se Lula for reeleito), com superávit de 1,5% do PIB permanece. As medidas anunciadas representam ajustes na margem, de pouco mais de 1% do Orçamento total. Encaminharemos as mudanças assim que houver a designação do relator. Elas envolvem ajustes nas fontes de receita e remanejamentos entre despesas, sem alterar o volume total de gastos. Não implicam um real a mais de gasto no ano que vem, mas escolhas de alocação para atender segmentos da população com políticas públicas que fazem diferença.
Era esperado que em 2026 houvesse um superávit primário e isso não ocorreu.
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