FMC reduz projeção com “demanda mais fraca” e estoques elevados
A americana FMC, de defensivos agrícolas, reduziu suas estimativas para o terceiro trimestre de 2026 diante da demanda abaixo do esperado e do acúmulo de estoques de produtos com preços mais elevados nos canais de distribuição.
Os informes financeiros referentes ao trimestre serão divulgados em 29 de outubro.
Com a atualização, a FMC passou a projetar receita entre US$ 65 milhões e US$ 125 milhões no terceiro trimestre.
A estimativa para o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) a justado é de um resultado negativo entre US$ 565 milhões e US$ 510 milhões Essas estimativas incluem um impacto estimado entre US$ 625 milhões e US$ 675 milhões relacionado a medidas comerciais para reduzir os preços de determinados produtos mantidos em estoque por clientes dos canais de distribuição em mercados-chave e modificar o modelo de vendas e precificação nos Estados Unidos.
Leia Mais FMC fecha acordo de US$ 400 milhões por participação de 20% AGCO registra queda de 76,2% no lucro líquido do 2º trimestre MBRF registra queda de 19,5% no lucro líquido do segundo trimestre de 2026 “A demanda no terceiro trimestre foi mais fraca do que esperávamos, impulsionada por condições de mercado desafiadoras e pelos níveis elevados de estoques de produtos da FMC com preços mais altos, mantidos por determinados clientes dos canais de distribuição.
Esses fatores estão limitando a movimentação dos produtos e a demanda por reposição de estoques”, afirmou Pierre Brondeau, presidente do conselho de administração, diretor-presidente e presidente da companhia, em comunicado.
“Temos lidado com essa questão gradualmente ao longo de vários trimestres, mas, diante das condições atuais do mercado, concluímos que são necessárias medidas mais abrangentes”, acrescentou.
Em 31 de dezembro de 2025, a dívida da FMC Corporation estava em US$ 4,08 bilhões, segundo informado em balanço financeiro.
Medidas comerciais incluem Brasil A FMC informou que os distribuidores estão buscando operar com níveis de estoque reduzidos diante das condições atuais do mercado.
Embora a companhia tenha avançado na redução dos volumes estocados nos canais de distribuição em 2025, alguns produtos com preços mais elevados continuam aumentando o valor total dos estoques mantidos por determinados clientes.
De acordo com a empresa, esses produtos foram comercializados sob diferentes estruturas de custos, condições de propriedade intelectual e cenários competitivos.
A queda dos preços de mercado, impulsionada parcialmente pelo aumento da concorrência de produtos genéricos, ampliou a diferença entre o valor dos estoques existentes e os preços praticados atualmente, dificultando a comercialização desses produtos junto aos agricultores.
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