O que é Doutrina Monroe, citada em vídeo dos EUA sobre domínio das Américas
Um vídeo publicado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos sobre 'domínio' no Hemisfério Ocidental voltou a colocar em evidência a Doutrina Monroe, base histórica da política externa americana para as Américas.
Doutrina Monroe é uma política histórica da diplomacia americana que define a América Latina como área de interesse estratégico dos Estados Unidos. Criada em 1823, no governo do presidente James Monroe , ela estabeleceu limites para a interferência de potências europeias no hemisfério ocidental.
Ideia original era tratar qualquer intervenção europeia nas Américas como ameaça à segurança dos EUA. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos se comprometiam a não interferir nos assuntos internos de países europeus.
Ao longo de quase dois séculos, a doutrina virou referência recorrente da política externa americana na região. Ela foi usada como justificativa para ações diplomáticas, militares e econômicas voltadas a consolidar a influência dos EUA nas Américas.
Estratégia de segurança nacional dos EUA passou a tratar a América Latina como prioridade estratégica. Ela define a segurança das fronteiras como 'elemento principal da segurança nacional' e propõe ajustar a presença militar global para enfrentar o que Washington chama de 'ameaças urgentes' no Hemisfério Ocidental.
Governo Trump mencionou a Doutrina Monroe ao falar de ações recentes na Venezuela. Em janeiro, Donald Trump disse que os EUA prenderam o então presidente venezuelano Nicolás Maduro e que tropas americanas ficariam no país até a formação de um novo governo.
Departamento de Estado dos EUA divulgou um vídeo hoje sobre a Doutrina Monroe e disse que a 'dominância americana' na região 'nunca mais será questionada'. A publicação foi feita no X e relembra a declaração do presidente James Monroe, em 1823, contra novas tentativas de colonização europeia nas Américas.
Vídeo cita episódios em que os EUA usaram a doutrina para justificar sua atuação no continente. Entre os exemplos mencionados estão a crise dos mísseis de Cuba, em 1962, e a política do governo Ronald Reagan contra grupos apoiados pela União Soviética na América Latina.
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