Lula tem 2ª pior avaliação de um candidato à reeleição, analisa Arko Advice
Um levantamento realizado pela Arko Advice, com base em pesquisas do Datafolha no mês de agosto desde 1998, revela que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possui a segunda pior avaliação positiva entre todos os presidentes brasileiros que disputaram a reeleição após a redemocratização.
O analista político e sócio da Arko Advice, Lucas de Aragão, comenta o levantamento ao Hora H .
Com 33% de avaliação ótima ou boa, o atual mandatário fica à frente apenas de Jair Bolsonaro, que registrou 24% no mesmo período em 2022 — e acabou derrotado nas urnas.
O mês de agosto foi escolhido como referência por marcar o início das campanhas eleitorais, sendo considerado um termômetro relevante da aprovação dos governos.
Os dados históricos traçam um panorama detalhado do desempenho de cada presidente no momento em que buscava um novo mandato.
Leia Mais Datafolha: 38% avaliam governo Lula como ruim ou péssimo; 32%, ótimo ou bom Atlas: governo Lula tem 51,3% de avaliação negativa e 42% de positiva Futura/Apex: Lula é rejeitado por 47,4% e Flávio, 43,8% O histórico das avaliações Em 1998, Fernando Henrique Cardoso, o primeiro candidato à reeleição após a redemocratização, registrava 39% de ótimo/bom, 40% de regular e 18% de ruim/péssimo.
Em 2006, o próprio Lula , em sua primeira busca pela reeleição, apresentava 52% de ótimo/bom, 31% de regular e 16% de ruim/péssimo.
Já Dilma Rousseff, em agosto de 2014, marcava 38% de ótimo/bom, 38% de regular e 23% de ruim/péssimo.
Jair Bolsonaro, em 2022, registrou os piores índices da série histórica: apenas 24% de ótimo/bom, 24% de regular e 51% de ruim/péssimo.
Foi o único presidente da série que não conseguiu se reeleger.
Agora, em agosto de 2024, Lula aparece com 33% de ótimo/bom, 26% de regular e 41% de ruim/péssimo — configurando a segunda pior avaliação do levantamento.
A crise dos incumbentes no cenário global Lucas de Aragão, analista político e sócio da Arko Advice, avalia que o fenômeno não é exclusivo do Brasil.
“A gente tem visto hoje no Brasil, e não é só aqui, no mundo inteiro, uma crise dos incumbentes”, afirmou.
Ele citou exemplos como o presidente americano, Donald Trump , que nos primeiros 100 dias do governo marcava aprovação em torno de 45%, além de casos na América do Sul, como o presidente Daniel Noboa, no Equador.
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