Grávida de 8 meses morre após passar mal em visita a presídio em São Paulo
Uma mulher grávida de oito meses morreu no último domingo após passar mal durante uma visita ao marido em uma unidade prisional de Osasco (SP). O bebê, que estava previsto para nascer em breve, também morreu.
Kaini Dantas de Mesquita Rodrigues, 31, passou mal no complexo do CDP I de Osasco, na Grande São Paulo, depois de visitar o marido. Segundo informações, ela caiu já sem pulso logo após o fim da visita.
Grávida foi levada para hospital em Taboão da Serra. Kaini deu entrada em um pronto-socorro no bairro Jardim Record, onde ela e o bebê morreram, segundo a polícia.
Ainda não se sabe o que causou o mal súbito. Até a publicação desta reportagem, as autoridades não informaram a causa da morte.
Família enterrou mãe e bebê na terça-feira. Parentes divulgaram nas redes sociais informações sobre o velório, realizado no Cemitério Memorial Vertical, em Guarulhos (SP).
Escritório que representa família de grávida acusa policiais penais de omissão de socorro. Segundo o advogado Diego Gimenez Quintaneiro, do DGQ Advogados, Kaini teria passado mal na portaria do complexo e foi levada para o pronto-socorro por outros visitantes.
Segundo informações obtidas, ao final da visita, Kaini passou mal na portaria do Complexo Penal de Osasco (ainda dentro do complexo e sob a guarda da Polícia Penal) e foi socorrida por outros visitantes, que a levaram ao pronto-socorro em carro particular.
De acordo com o relato de diversos visitantes que presenciaram a cena, os policiais penais que estavam na portaria se recusaram a prestar socorro e trataram a situação com descaso. O escritório acompanha as apurações em curso, tomará as providências cabíveis e voltará a se manifestar oportunamente. Nota da defesa enviada ao UOL
SAP rebate acusação e diz que mulher passou mal fora do prédio. Ao UOL , a Secretaria da Administração Penitenciária, o mal súbito ocorreu do lado externo da unidade, e não dentro do CDP.
Pasta diz que Polícia Penal chamou o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) . A SAP afirmou ainda que agentes chamaram o socorro assim que perceberam a movimentação, mas a visitante seguiu para o hospital em um carro particular, sem esperar a ambulância. A secretaria diz que continua apurando o caso.
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