Sob acusação de favorecer Flávio, Meta explica falha em vídeos de Lula
A Meta afirmou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda-feira, 13, que uma falha técnica global afetou a contagem de visualizações de vídeos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Instagram, mas não prejudicou a distribuição dos conteúdos.A manifestação foi apresentada após a Corte cobrar explicações da empresa, a pedido da campanha de Lula à reeleição — que acusa a plataforma de restringir os conteúdos do petista para favorecer o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial.Após a resposta, a equipe de Lula e a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) terão 24 horas para se manifestar.Como a Meta explicou a falha no Instagram?Na manifestação, a empresa informou que o problema ocorreu em 7 de outubro, entre 15h50 e 20h49, e afetou os sistemas responsáveis por contabilizar reproduções dos Reels do Instagram.Nesse período, as visualizações poderiam aparecer zeradas ou congeladas, embora os vídeos continuassem sendo exibidos aos usuários.Segundo a Meta, o problema também atingiu criadores de conteúdo em mais de 100 países e não teve relação com a política brasileira.
A empresa acrescentou que, naquele dia, a distribuição das publicações da conta oficial de Lula ficou acima da média recente do próprio perfil.
A Meta, no entanto, se recusou a fornecer informações individualizadas sobre contas de terceiros citadas pela campanha.
O que a campanha de Lula questionou?A campanha de Lula acionou o TSE alegando que a Meta restringiu o alcance das publicações do presidente e dificultou o impulsionamento de conteúdos no Instagram.A equipe também acusa a empresa de não remover contas que usam inteligência artificial para atacar o petista e de manter conteúdos sintéticos proibidos pelas regras eleitorais.Segundo a reclamação, a falta de transparência nas explicações da Meta levanta suspeitas de favorecimento ao senador Flávio Bolsonaro (PL).
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