Tesouro Direto: taxas sobem com pesquisas eleitorais e Focus acima do teto da meta
O retorno do feriado movimenta as taxas dos títulos públicos no Tesouro Direto nesta terça-feira (13).
Após uma semana de alívio nos rendimentos, o mercado de renda fixa reage com maior cautela diante do aperto nas pesquisas de segundo turno e da piora nas expectativas de inflação no Boletim Focus.
Hoje, os papéis prefixados e indexados à inflação operam sem direção única, com maior pressão nos vencimentos prefixados intermediários.
O otimismo recente do mercado — impulsionado na última semana pelo favoritismo do senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa contra o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — encontrou contrapontos nos levantamentos divulgados nesta terça-feira: Depois do avanço de Flávio Bolsonaro (PL) nos últimos levantamentos, o levantamento do PoderData/Aya registrou recuperação de Lula, que alcançou 49% dos votos válidos (ante 47% no levantamento anterior), enquanto Flávio recuou para 51% (ante 53%), configurando empate técnico dentro da margem de erro de 1,8 ponto percentual.
Já a BTG/Nexus, também divulgada hoje, manteve cenário favorável a Flávio Bolsonaro, com 52% contra 48% de Lula.
Segundo Beto Saadia, economista-chefe da Nomos Investimentos, houve exagero no fechamento de taxas (queda dos juros) visto na semana anterior.
Ele pondera que o mercado agora calibra a perspectiva com a repercussão das manifestações pró-reeleição realizadas durante o feriado.
Além do front político, os títulos públicos sofrem influência direta do cenário macroeconômico doméstico.
O relatório do Focus desta manhã elevou a projeção para o IPCA de 2026 de 5,01% para 5,22%.
É importante lembrar que a meta perseguida pelo Banco Central é de 3% ao ano, com limite tolerável de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Portanto, o topo da meta é de 4,5% e a expectativa aponta para uma inflação maior que esse teto.
Por volta das 10h07: Tesouro Prefixado 2029 paga 12,40%, ante 12,31% na última sessão; Tesouro Prefixado 2032 oferece 12,51% (era 12,49%); Tesouro IPCA+ 2032: permanece estável e paga IPCA + 6,68%, o mesmo da última sessão; Tesouro IPCA+ 2040: remunera IPCA + 6,56%, ante IPCA + 6,57%; Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 6,57%, ante IPCA + 6,55% na sexta.
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