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Indústria da solidão: idosos chineses contratam ‘filhos de aluguel’ para conversar e ajudar em casa

CNN Brasil ·
Indústria da solidão: idosos chineses contratam ‘filhos de aluguel’ para conversar e ajudar em casa

A chamada “epidemia da solidão”, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde, deu origem a uma série de novos contratos de prestação de serviço baseados no convívio social e no alívio do isolamento.

Em países do leste asiático , já é possível pagar pela companhia de jovens que desempenham papéis antes restritos aos familiares, amigos e até namorados.

Na China, um serviço de “filhos comunitários” inclui visitas, reparos simples em casa, entrega de marmitas e compartilhamento de refeições, além de conversar com clientes que frequentemente não têm outras pessoas a quem recorrer.

A oferta é mais popular entre idosos que vivem sozinhos , sem filhos que morem perto e, com frequência, viúvos.

A clientela em potencial é farta.

Com o aumento da expectativa de vida, a população idosa na China está crescendo, e a OMS estima que 28% do povo chinês tenha 60 anos ou mais até 2040.

Com a restrição ao número de filhos que durou até 2015, muitos acabaram vivendo distantes de seu único descendente.

Visitas diárias e refeições compartilhadas Wang Yingwei trocou seu trabalho como vendedor em uma loja de celulares para iniciar sua própria empresa na “indústria da solidão”.

Ele contou à BBC que se inspirou em seu próprio sogro, paciente de Alzheimer e residente de uma casa de repouso.

Insatisfeito com as condições de cuidado oferecidas ao idoso, Wang disse querer oferecer uma alternativa para aqueles que desejam continuar vivendo em casa.

É de sua autoria o termo “filho comunitário” : “Significa colocar-se no lugar das pessoas mais velhas e considerar suas necessidades com cuidado”, disse.

Leia Mais: Rio de Janeiro cria primeira unidade para diagnosticar TEA em adultos Morte Lua Blanco: alimentação ruim está ligada ao câncer de intestino Estudo mostra que exame de ondas cerebrais detecta sinais de Alzheimer Além dele, outros três funcionários fazem visitas de frequência variável a clientes fixos.

Yang, 91, recebe Wang em sua casa duas vezes por dia para fazer refeições e prestar apoio em tarefas como conserto de eletrodomésticos.

Para a chinesa que sofre com glaucoma, o serviço é mais do que uma conveniência.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.

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