Ataques russos frustram nova tentativa de paz de Trump na Ucrânia
Os acontecimentos desde que os Estados Unidos retomaram sua iniciativa de paz na Ucrânia dizem mais sobre as chances de sucesso do que a retórica otimista que a acompanha.
O presidente Donald Trump disse a repórteres na quarta-feira (9) que o presidente russo, Vladimir Putin, “quer fazer um acordo”.
Ele acrescentou que, se o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, “quiser fazer um acordo, seria muito bom”.
Mas não há nada de bom na realidade da Europa Oriental.
Leia Mais Kremlin classifica reunião entre Putin e enviados de Trump como construtiva Putin deve intensificar guerra na Ucrânia apesar da pressão por paz dos EUA Ataque da Rússia contra a Ucrânia deixa ao menos três mortos Na quarta-feira, um drone russo a jato violou o espaço aéreo da Moldávia e atrasou a decolagem de um avião que levaria Zelensky à Noruega.
E, depois que os enviados de Trump, Jared Kushner e Steve Witkoff, deixaram Kiev após uma visita para discutir um acordo de paz que se seguiu a uma viagem a Moscou, os mísseis e drones de Putin, na terça-feira (8), encerraram uma pausa de três dias nos ataques com uma nova ofensiva que matou cinco pessoas.
Após breve cessar-fogo, moradores de Kyiv acordam com ataque russo mortal. (08.09.26) • REUTERS O incidente na Moldávia não pareceu representar uma ameaça direta a Zelensky — embora o embaixador do país nos EUA, Vladislav Kulminski, tenha dito ao jornalista Jim Sciutto, da CNN , que a incursão de um drone de vigilância russo provavelmente “não foi um acidente”.
Os ataques a Kiev, por sua vez, foram apenas o mais recente episódio do horror contínuo imposto aos civis.
Declarações desafinadas Esses incidentes ressaltam a brutalidade de uma guerra que, segundo reportagem da CNN publicada na terça-feira, está custando à Rússia cerca de 40 mil soldados por mês, com base em avaliações de agências de inteligência ocidentais.
O conflito também demonstra uma nova e alarmante tendência de se expandir para além das fronteiras da Ucrânia, em meio ao crescente temor de um confronto entre a OTAN e a Rússia na Europa.
Portanto, qualquer esforço sério e sincero do governo Trump para retomar a diplomacia, depois de ter sua atenção desviada pela guerra no Irã, seria bem-vindo.
Críticos do presidente zombam de suas afirmações hiperbólicas de ter encerrado múltiplas guerras.
Mas uma paz justa na Ucrânia seria uma conquista monumental.
Ainda assim, os sinais públicos das reuniões da dupla diplomática americana com Putin e Zelensky oferecem pouca esperança de que os fatores arraigados que prolongaram a guerra por mais de quatro anos tenham se amenizado.
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