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Horas antes da prisão, youtuber que movimentou milhões suspeitos ostentou viagem

Campo Grande News ·
Horas antes da prisão, youtuber que movimentou milhões suspeitos ostentou viagem

Horas antes de ser preso em uma operação contra rifas ilegais e lavagem de dinheiro, o influenciador Eduardo Rezende da Silva, o Eduardo Razuk, publicou nas redes sociais uma sequência de vídeos mostrando a hospedagem em hotel de luxo no Rio de Janeiro e, já de volta a Campo Grande, parte dos veículos que seriam apreendidos pela polícia assim que a terça-feira (18) amanheceu.

Em um dos vídeos, aparece um comunicado do Hotel Fasano Angra dos Reis, endereçado a hóspedes identificados como “Sr.

Paulo e Sr.

Martins”.

O aviso informa que, a partir de 19 de agosto, o café da manhã passaria a ser servido no restaurante do hotel, das 7h às 11h.

Na mesma sequência de stories, Razuk mostra áreas externas do Fasano, com imagens da piscina, da marina e da paisagem de Angra dos Reis.

A localização do hotel aparece marcada nas publicações.

As diárias no Hotel Fasano Angra dos Reis costumam variar, conforme a data e a categoria da acomodação, entre aproximadamente R$ 3,1 mil e R$ 5,2 mil para dois adultos.

Não é possível afirmar, porém, quanto foi pago na hospedagem mostrada pelo influenciador nem quem arcou com a despesa.

Em outro vídeo, publicado nesta terça-feira (18) em canal no Youtube, já de volta a Campo Grande, Razuk filma a Avenida Duque de Caxias, na saída do Aeroporto Internacional e depois aparece chegando à garagem onde mantinha os automóveis apreendidos na Operação Rodas da Sorte.

Ele afirma que não havia gravado nada da viagem ao Rio de Janeiro, mas promete contar o que aconteceu em um próximo vídeo.

Logo depois, passa a apresentar os veículos que haviam chegado ao local.

As imagens foram publicadas horas antes de a Polícia Civil prender Eduardo Rezende da Silva, o irmão Rafael Rezende da Silva e outros investigados por suspeitas de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de loterias.

Segundo a investigação, Eduardo, que lidera o grupo, movimentou mais de R$ 100 milhões em cerca de seis meses por meio de rifas consideradas ilegais pela polícia.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.

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