Anvisa cancela registro de um dos remédios mais caros do mundo
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária ( Anvisa ) cancelou o registro do medicamento Elevidys no Brasil .
A decisão, publicada nesta segunda-feira (24/8), foi tomada a pedido da farmacêutica Roche após avaliação dos dados disponíveis sobre o produto.
Segundo a agência, as informações reunidas até o momento não atendem aos requisitos exigidos para a manutenção do registro condicional, concedido anteriormente ao medicamento.
Entenda o que motivou a decisão O Elevidys havia recebido autorização condicional no país em dezembro de 2024.
Esse tipo de registro permite a liberação de medicamentos com base em dados ainda em consolidação, desde que a empresa apresente novas evidências ao longo do tempo.
De acordo com a Anvisa, a análise mais recente indicou que o conjunto de dados apresentado não foi suficiente para manter essa autorização.
Antes do cancelamento, a comercialização do produto foi suspensa em julho de 2025 , enquanto a agência avaliava questões relacionadas à segurança.
Leia também Saúde Anvisa aprova segundo genérico de semaglutida no Brasil Saúde Anvisa e Dinavisa firmam acordo para controle de produtos ilegais Saúde Anvisa vai abrir consulta para venda de remédios em marketplaces Saúde Anvisa suspende suplementos por falhas e composição irregular Acompanhamento de pacientes continua Mesmo com o cancelamento do registro, a Roche segue responsável pelo acompanhamento dos pacientes que já receberam o medicamento em estudos clínicos e programas anteriores.
No Brasil, pessoas tratadas com o Elevidys entre dezembro de 2024 e julho de 2025 continuarão sendo monitoradas, com envio de informações de segurança à Anvisa, conforme as regras vigentes.
O que é o Elevidys O Elevidys é uma terapia gênica indicada para o tratamento da distrofia muscular de Duchenne , uma doença rara que afeta principalmente meninos e provoca perda progressiva da força muscular.
O tratamento ficou conhecido por ser um dos mais caros do mundo, com custo estimado em cerca de R$ 17 milhões por paciente .
A empresa informou que mantém o desenvolvimento clínico do medicamento e pode apresentar novos dados à Anvisa no futuro.
A agência afirmou que seguirá avaliando eventuais pedidos com base nas evidências disponíveis.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.