MoveInfra defende autonomia de agências reguladoras para presidenciáveis
O fortalecimento da autonomia financeira e administrativa das agências reguladoras é um dos pleitos do MoveInfra, movimento que reúne seis grandes empresas do setor de infraestrutura, aos candidatos à Presidência da República em 2026.
Segundo a entidade, quando agências têm orçamento próprio, corpo técnico qualificado e proteção contra interferências políticas, a capacidade de o país atrair capital privado para projetos de longo prazo é maior.
No Congresso Nacional tramita um projeto de lei que impede o bloqueio de recursos das agências reguladoras federais e busca dar autonomia financeira a esses órgãos.
Porém, o texto deve ser votado somente após as eleições.
Leia mais Governo vai sancionar política dos minerais críticos na quarta-feira (16) Indisciplina em voos aumentou mais de 20% em 2026 Cohen: crise no STF atrasa Secex Consenso e traz insegurança jurídica A proposta faz parte de uma agenda apresentada pelo movimento para os próximos quatro anos de governo.
O documento reúne medidas em seis eixos, que passam por equilíbrio fiscal, segurança jurídica, modernização regulatória, governança, produtividade, inovação e financiamento sustentável.
Concessões e marco regulatório Na área de infraestrutura, uma das principais propostas é a criação de uma carteira permanente e previsível de projetos e que o tema seja tratado como agenda de estado.
O MoveInfra defende a articulação do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos) com instrumentos de planejamento de longo prazo, como o PNL (Plano Nacional de Logística).
A entidade também propõe a modernização das leis de concessões e PPPs, com mecanismos mais flexíveis de alocação de riscos, reequilíbrio econômico-financeiro e gatilhos para novos investimentos.
As concessões ferroviárias e hidroviárias também aparecem entre as prioridades.
No caso das hidrovias, o movimento defende a manutenção e o aprimoramento da política de concessões, com o argumento de que o modal pode reduzir custos logísticos, integrar diferentes meios de transporte e ampliar a eficiência da matriz brasileira.
A agenda também propõe a integração entre ferrovias, hidrovias, rodovias e portos.
O objetivo é aumentar a eficiência do transporte de cargas.
Licenciamento e segurança Outro ponto da agenda é a regulamentação da nova Lei Geral de Licenciamento Ambiental.
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