EUA limitam voto por correspondência antes das eleições de meio de mandato
A Suprema Corte dos EUA autorizou nesta segunda-feira que o governo Trump comece a aplicar partes de uma ordem executiva que restringe o voto por correspondência , embora novos litígios ainda possam travar a medida antes da votação de novembro. A decisão, de 10 páginas e não assinada, permite que o Departamento de Segurança Interna monte listas de eleitores considerados cidadãos americanos e que o Correio (USPS) exija código de rastreamento nos envelopes de votos — mas um bloqueio de tribunal inferior sobre essa segunda parte ainda está em vigor, o que deve gerar novos recursos de emergência à Corte nos próximos dias.
Os três juízes progressistas discordaram; a juíza Ketanji Brown Jackson escreveu que a decisão "injeta caos e incerteza desnecessários" às eleições. Trump defende a medida há anos com alegações de fraude eleitoral que nunca foram comprovadas.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, apresentou nesta segunda a "Operação Pária Econômico" (Operation Economic Outcast), pacote de sanções que classificou como a maior ofensiva financeira já lançada contra um adversário . A medida atinge 60 pessoas, empresas e embarcações ligadas a programas nuclear e de mísseis do Irã, além de mirar cinco setores da economia iraniana — criptomoedas, tecnologia, ouro, aviação e navegação.
Trump afirmou que vai elevar de 25% para 50% as tarifas sobre carros, caminhões e autopeças do Canadá a partir de 1º de janeiro, aprofundando a disputa comercial entre os dois países depois que as negociações bilaterais fracassaram na semana passada. O premiê canadense, Mark Carney, chamou a ameaça de "esperada" e disse que o Canadá está pronto para retomar o diálogo caso os EUA voltem à mesa com "a atitude certa" — mas prometeu tarifas retaliatórias "dólar por dólar" a partir de 8 de setembro.
Carney também afirmou que o Canadá não pode aceitar um acordo que os negociadores americanos veem como um "irritante" a proteção do idioma francês em Quebec, mas que a província trata como uma questão de direitos. O impasse ameaça ainda a renovação do acordo comercial entre EUA, México e Canadá (USMCA), que sustenta US$ 1,6 trilhão em comércio na América do Norte.
Uma reportagem do jornal espanhol El País reconstrói o impacto de uma operação migratória realizada em outubro de 2025 num depósito alfandegário em Nova Jersey, onde mais de 50 agentes federais prenderam 46 trabalhadores — um quarto dos funcionários presentes naquele dia. Segundo organizações que assessoram as famílias, ao menos 30 dos detidos tinham pedidos de asilo em andamento e muitos possuíam permissão de trabalho, o que não os protegeu da detenção.
Os presos foram levados a centros de detenção em vários Estados; alguns passaram até sete meses reclusos. Parte foi deportada, parte liberada sob fiança e parte aceitou "saída voluntária" — mecanismo que evita a ordem formal de deportação e preserva alguma chance de retorno legal futuro.
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