Voto de Carmén Lúcia preocupa tanto Moraes quanto Mendonça
O voto da ministra Cármen Lúcia gerou preocupação nos grupos próximos a Alexandre de Moraes e André Mendonça.
De acordo com Matheus Teixeira , aliados dos dois ministros avaliaram que a ministra enviou uma série de recados durante a sessão, com mensagens direcionadas a cada um dos lados do conflito interno na Corte.
Durante o CNN 360º desta quarta-feira (16), o analista de Política apontou que, em relação a André Mendonça, Cármen Lúcia teria demonstrado descontentamento com o fato de o julgamento estar ocorrendo em pleno período eleitoral .
“Isso foi visto como um recado para o ministro André Mendonça, mas o recado para o ministro Alexandre de Moraes foi igualmente importante e até mais duro “, destacou Teixeira.
Os cenários para Moraes e Mendonça caso empate sobre julgamento prevaleça Cármen lamenta “descrença” e defende imposição de “busca do acerto” Sessão sobre Mendonça será adiada após vista no caso Moraes? Entenda Sobre Moraes, a ministra levantou o debate sobre a possibilidade de o Supremo Tribunal Federal abrir uma investigação contra um de seus próprios ministros, mesmo diante de uma posição contrária da Procuradoria-Geral da República .
“A PGR é, segundo a Constituição, a titular da ação penal.
Ou seja, apenas a Procuradoria que pode, ao final de uma investigação, apresentar a denúncia.
Sem a apresentação da denúncia, não há o que ser investigado.
Essa foi a tese levantada pelo ministro Alexandre de Moraes”, explicou Teixeira.
Cármen Lúcia rebateu a tese : “A jurisprudência vem mudando.
Não é porque a Procuradoria diz que não tem o que ser investigado que a gente é obrigado a aceitar a posição da titular da ação penal”, resumiu o analista.
Em seu voto, Carmém Lúcia citou casos da época de Augusto Aras durante a pandemia, quando o STF, em diversas ocasiões, contrariou a posição da Procuradoria-Geral . “Não pode, segundo ela, um único homem ou Procurador-Geral da República ter esse poder absoluto e exclusivo”, destacou Teixeira.
Perspectiva de agravamento da crise Segundo o analista de Política Teo Cury, Cármen Lúcia e Edson Fachin estariam atuando juntos para tentar arrefecer os ânimos e costurar algum tipo de trégua , ao menos durante o período eleitoral .
No entanto, a avaliação é de que as chances de uma resolução efetiva são baixas .
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