O que é um boitel? E como pecuaristas podem reduzir os custos de produção
O boitel é um sistema de confinamento terceirizado em que o pecuarista envia seus bovinos para uma estrutura especializada na engorda dos animais até o abate.
O nome vem da combinação das palavras “boi” e “hotel”.
Nesse modelo, o produtor paga para manter o gado no local, onde os animais recebem alimentação balanceada, manejo nutricional e acompanhamento sanitário.
A modalidade permite que o pecuarista faça a terminação do rebanho sem precisar construir um confinamento na própria fazenda, comprar maquinários ou mobilizar capital para manter uma estrutura de engorda.
Com isso, pode concentrar os investimentos na cria e na recria e terceirizar a fase final da produção, buscando maior eficiência e rentabilidade.
Segundo Gustavo Paranhos, zootecnista e assessor da Connan, uma das principais vantagens do boitel é a previsibilidade dos custos.
Como o produtor consegue estimar antecipadamente quanto gastará durante o período de confinamento, pode comparar esse valor com o preço esperado de venda dos animais e calcular a margem da operação.
Leia Mais Taxa de confinamento menor em 2026 pode sustentar alta do boi gordo Lucro do confinamento supera R$ 1,1 mil por cabeça, aponta ICAP Oferta de gado para abate começa a cair com retenção de fêmeas no Brasil “O boitel é como se fosse um hotel para o boi, que o produtor vai calcular, vai saber o preço que vai custar desse animal durante o período que ele vai ficar nesse boitel”, afirma Paranhos.
Como o boitel pode aumentar o lucro do pecuarista? A rentabilidade depende da relação entre os custos de engorda, o ganho de peso dos animais e o preço recebido na venda.
De acordo com Paranhos, o cenário de valorização da arroba e custos de produção relativamente baixos vem favorecendo as margens do confinamento.
Outro fator importante é a eficiência alimentar já que nos boiteis, os bovinos recebem dietas balanceadas para acelerar o desenvolvimento e atingir o peso de abate em menos tempo.
Segundo o especialista, o ganho diário pode variar de 1 kg a 1,8 kg, conforme as condições da operação.
O desempenho permite encurtar o período de terminação em comparação com a permanência dos animais no pasto em condições desfavoráveis, especialmente durante a seca, quando a qualidade da forragem pode diminuir.
Além de ganhar peso mais rapidamente, o gado pode alcançar melhor acabamento de carcaça, característica valorizada pelos frigoríficos.
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