Filme cearense Feito Pipa representa Brasil na disputa pelo Oscar
Um menino de 11 anos que vive com a avó no interior do Ceará enfrenta a doença da cuidadora e o medo de ser obrigado a morar com o pai.
Essa é a história de Feito Pipa , filme dirigido por Allan Deberton que vai representar o Brasil na disputa por uma indicação ao prêmio de Melhor Filme Internacional no Oscar de 2027.
O longa é protagonizado por Yuri Gomes, que interpreta o menino Gugu, e Teca Pereira, que vive a avó Dilma.
Nas redes sociais, Yuri comemorou a escolha do filme para representar o Brasil.
“Estou imensamente feliz em saber que Feito Pipa foi o filme escolhido para representar o cinema brasileiro na disputa pelo Oscar 2027! É uma felicidade enorme fazer parte dessa história e ver o nosso filme chegando cada vez mais longe.
Que Feito Pipa continue voando alto e levando a nossa história para o mundo.” Lázaro Ramos, que interpreta o pai de Gugu, se emocionou ao falar da produção.
“O Feito Pipa eu acho que é um filme que o Brasil precisa e merece (conhecer), pela linguagem, um jeito de fazer cinema que só a gente aqui no Brasil sabe fazer, pelos temas que trata, pelas atuações, pela direção, pelo roteiro”, disse.
Produtora do filme, Karen Castanho disse que a seleção é uma conquista maiúscula.
“O que nos deixa muito orgulhosos nessa parceria é o fato de ser um filme genuinamente brasileiro, muito regional, mas, ao mesmo tempo, com sentimentos e dramaturgia universais”, disse.
Prêmios Antes da seleção para representar o Brasil na disputa pelo Oscar, Feito Pipa foi reconhecido no Festival de Berlim, onde recebeu os prêmios Urso de Cristal de Melhor Filme, concedido pelo Júri Jovem, e o Grand Prix, do Júri Internacional.
A obra também recebeu quatro Kikitos no 54º Festival de Cinema de Gramado: Melhor Filme pelo Júri Popular, Melhor Direção para Allan Deberton, melhor atriz para Teca Pereira e Melhor Ator Coadjuvante para Lázaro Ramos, além de uma menção honrosa pela atuação de Yuri Gomes .
Temas sensíveis Feito Pipa aborda questões relacionadas a gênero e preconceito.
Na história, Gugu é uma criança que gosta de futebol, mas também gosta de dançar e se maquiar.
Ele vive uma infância livre e criativa com a avó, mas, quando percebe que ela começa a apresentar sinais de esquecimento, faz de tudo para esconder a doença e não ter que ir morar com o pai homofóbico.
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