Após seis semanas da queda, previsão de inflação fica estável acima de 5%
O mercado financeiro interrompeu a sequência de seis semanas consecutivas de queda e manteve as expectativas para a inflação deste ano em 5,02%. Para 2027, no entanto, as projeções subiram de 4,22% para 4,24%.
Mercado financeiro ainda prevê inflação em 5,02% neste ano. O percentual corresponde à mesma expectativa apontada na semana passada para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) nos 12 meses finalizados em dezembro. Há quatro semanas, a projeção capturada pelo Boletim Focus sinalizava alta de 5,15% do índice oficial de preços.
Previsão ainda indica que a inflação vai superar o teto da meta. Apesar da estabilidade após as seis semanas de recuos recentes, o índice deve fechar o ano acima do intervalo estabelecido pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) para o índice oficial de inflação, que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (entre 1,5% e 4,5%).
Nova expectativa surge após IPCA retornar ao teto da meta. Nos 12 meses finalizados em julho, a inflação recuou para 4,44% e apareceu pela primeira vez dentro do limite de tolerância do CMN (Conselho Monetário Nacional). A barreira foi superada nos meses de maio (4,72%) e junho (4,64%).
Perspectivas apontam para uma deflação de 0,17% em agosto. A taxa negativa é esperada devido ao abatimento do chamado "Bônus de Itaipu" sobre as contas de luz, que vai beneficiar nas contas de 83,8 milhões de consumidores, segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Se confirmada, a deflação será a primeira em um ano.
Para 2027, os analistas elevaram as expectativas de 4,22% para 4,24%. A oscilação mantém a trajetória de alta das projeções para o próximo ano. Já para 2028 e 2029, as estimativas permanecem em 3,80% e 3,50%, respectivamente.
Relatório mantém a previsão para a taxa Selic ao final de 2026. As expectativas mostram que a taxa básica de juros ainda deve cair 0,25 ponto percentual neste ano, dos atuais 14% ao ano para 13,75% ao ano, com a redução sinalizada para a reunião de setembro.
Projeções para 2027, 2028 e 2029 também permanecem estáveis. As perspectivas dos analistas do mercado financeiro mostram a taxa básica de juros em 12%, 10,5% e 10% ao ano, respectivamente.
Selic é o principal instrumento de política monetária contra a inflação. A elevação dos juros é utilizada como alternativa para limitar o consumo e, consequentemente, conter o avanço do IPCA. Por outro lado, quando a Selic recua, ela estimula o consumo e os preços tendem a subir devido à demanda maior por bens e serviços.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.