Fé como última esperança: projeto em Rio Branco ajuda dependentes a reconstruir a vida
O endereço, localizado em um bairro de gente simples de Rio Branco, não traduz a relevância do trabalho realizado ali.
Em um terreno úmido, com pouco mais de 100 metros quadrados, na esquina das ruas Afonso Pena e Quinze, na região da Sobral, funciona também o templo do Ministério Geração Eleita.
É nesse espaço de estrutura modesta que uma iniciativa vem transformando a vida de centenas de pessoas que, pela fé, buscam o que consideram um milagre: abandonar as drogas e deixar para trás uma vida marcada pela marginalidade.
Desde que foi fundado, há quatro anos, o projeto já alcançou centenas de pessoas e suas famílias.
Quem chega à casa geralmente vem por vontade própria, enxergando naquele lugar o que muitos consideram a última chance para recomeçar.
A estrutura é simples.
As barracas erguidas no pequeno terreno foram construídas, em grande parte, com restos de madeira reaproveitados.
O espaço oferece apenas o básico e praticamente nenhum conforto.
De um lado fica o banheiro; do outro, um fogão a lenha, utilizado inclusive quando o gás acaba.
Foto: Kenendy Santos Embora a aparência possa chocar quem visita o local pela primeira vez, para os internos aquele espaço representa muito mais do que paredes, madeira e lonas.
É um lar e, principalmente, um lugar de esperança.
“Quando cheguei aqui, só tinha basicamente lonas”, conta Guilherme Alencar, auxiliar de serviços gerais, que afirma ter encontrado, com o apoio da rede da igreja, um caminho para recuperar a liberdade e reconstruir a própria vida.
Os números apresentados pela Fiocruz no III Levantamento Nacional sobre o Uso de Drogas pela População Brasileira ajudam a dimensionar o problema.
No país, 3,2% das pessoas entre 12 e 65 anos haviam consumido alguma substância ilícita nos 12 meses anteriores à pesquisa.
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