Raízen tem prejuízo de R$ 1,6 bi no 1º trimestre de 2026/27
A Raízen registrou prejuízo líquido consolidado de R$ 1,6 bilhão referente ao primeiro trimestre do ano-safra 2026/27.
No mesmo recorte do ano anterior, o prejuízo foi de R$ 1,8 bilhão.
A receita operacional líquida da companhia totalizou R$ 51,4 bilhões no trimestre, um avanço de 4% frente aos R$ 49,4 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior.
O Ebitda (Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) da companhia somou R$ 3,8 bilhões no período, aumento superior a 100% frente ao mesmo trimestre em 2025/26, quando o resultado foi de R$ 1,7 bilhões.
Leia Mais Raízen tem prejuízo de R$ 7,3 bi no quarto trimestre de 2025/26 Raízen vende Usina Caarapó por R$ 760 milhões para a Adecoagro Raízen eleva adesão ao plano de recuperação extrajudicial para 80,15% A dívida líquida da Raízen totaliza R$ 56,8 bilhões ao final do trimestre do atual ano safra, um avanço de 15,5% quando comparado ao mesmo trimestre em 2025/26, onde a dívida totalizava R$ 49,2 bilhões.
No entanto, quando comparado ao último trimestre, a dívida recuou 2,3%.
A Raízen afirma que iniciou a safra 2026/27 avançando na execução das medidas previstas em seu Plano de Transformação Operacional e Financeiro, com foco em eficiência e redução de custos Segundo a administração, a estratégia busca fortalecer a operação em um cenário ainda marcado por volatilidade nos mercados, desafios climáticos e condições econômicas e geopolíticas adversas.
Plano de Recuperação Extrajudicial Outro ponto destacado foi a homologação, em 30 de julho, do Plano de Recuperação Extrajudicial , após adesão dos credores financeiros e ausência de pedidos de impugnação.
A companhia afirmou que a medida abre uma nova etapa para a implementação de ações destinadas a fortalecer sua estrutura de capital, reduzir a alavancagem e ampliar a flexibilidade financeira.
A administração ressaltou ainda que a homologação do plano não produziu impactos financeiros ou contábeis nas demonstrações financeiras referentes ao período encerrado em 30 de junho de 2026.
Desde o deferimento do pedido de recuperação extrajudicial, em março, os juros dos passivos abrangidos pelo plano passaram a ser reconhecidos contabilmente, mas sem desembolso de caixa durante o período de suspensão dos pagamentos.
A Raízen também destacou os avanços na simplificação do portfólio.
Após o acordo para a venda das operações de distribuição de combustíveis na Argentina, anunciado em junho, a companhia celebrou a venda da usina Caarapó.
As duas operações ainda dependem do cumprimento de condições precedentes.
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