Cogna tem lucro de R$210,2 mi no 2º tri com crescimento de receita puxado por educação básica
A Cogna fechou o segundo trimestre com lucro líquido ajustado ‌de R$210,2 milhões no segundo trimestre, alta de 18% em relação ao mesmo período do ano, com expansão de dois dígitos na receita consolidada, com destaque para o desempenho da operação de educação básica.
A receita líquida consolidada cresceu 17,8%, para R$1,96 bilhão, com o faturamento líquido na educação básica (anteriormente Vasta e Saber) saltando 50,5%, para R$650,2 milhões. Na educação superior (Kroton), a receita subiu 6,3%, a R$1,3 bilhão.
Estimativas compiladas pela LSEG apontavam lucro de R$200 milhões, com receita de R$1,9 bilhão.
Na educação básica, o desempenho foi apoiado pelo crescimento de 22,1% no faturamento ‌de subscrição e pela receita do material didático do Novo Ensino Médio (PNLD), parcialmente deslocada do quarto trimestre de 2025 para o primeiro e o segundo trimestres de 2026, em função do calendário de compras do governo ‌federal, totalizando R$124,1 milhões de abril a junho, com salto de ‌457,8%.
De acordo com o presidente-executivo da Cogna, Roberto Valério Neto, há um efeito do deslocamento, mas o PNLD foi maior do que a expectativa inicial e a empresa ganhou 8 pontos percentuais de market share no programa, alcançando 30%. Apesar do efeito positivo na receita, o PNLD pressionou a margem bruta da operação de educação básica, que encolheu 10,3 pontos percentuais, para 45,6%.
Valério Neto também chamou a atenção para o aumento de 45,4% na receita da venda produtos e serviços para governos, principalmente estaduais e municipais, que totalizou R$56,2 milhões ‌no segundo trimestre.
Na educação superior, o crescimento da receita líquida foi ajudado pelo aumento no faturamento das modalidades presencial ‌e semipresencial, de 5,9% e 14%, respectivamente, enquanto o ensino a distância (EAD) apresentou redução de 1,4%.
Tal desempenho refletiu os impactos do Novo Marco Regulatório do setor de educação no país, que entraram em vigor no começo do ano e, entre outras ‌mudanças, alteraram a classificação de cursos e, ‌consequentemente, as bases de captação e de alunos, com reflexos também nas margens da companhia.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.terra.com.br — o conteúdo pertence a Terra.