Acidentes com abelhas, aranhas, escorpiões e serpentes batem recorde no Paraná
Os acidentes envolvendo animais peçonhentos estão em alta no Paraná, com recordes históricos de ocorrências e mortes em anos recentes.
É o que revelam dados do Ministério da Saúde, os quais apontam que nos últimos cinco anos se registrou uma média de uma ocorrência a cada 26 minutos.
Segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan Net), entre 2021 e 2025 houve quase 100 mil registros (99.428, mais precisamente) de acidentes com animais peçonhentos no Paraná.
Aranhas (44.885), escorpiões (30.188) e abelhas (10.206) são os principais responsáveis pelas ocorrências.
Serpentes (4.374) e lagartas (2.869) aparecem na sequência.
Além disso, os registros apresentam tendência de alta.
De 14.698 notificações em 2021 o número saltou para 24.293 em 2025 – uma alta de 65,3% e um recorde para a série histórica iniciada há quase 20 anos, em 2007.
Não só os acidentes, contudo, estão mais frequentes, mas também as tragédias.
Entre 2021 e 2025, conforme o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), 90 pessoas faleceram em ocorrências que envolveram contato com animais e plantas venenosas no estado.
2024 foi o ano com mais mortes (30), recorde para a série histórica iniciada em 1996.
No ano passado já houve 11 óbitos, mas os números ainda são preliminares.
Os acidentes envolvendo abelhas, vespas e vespões são os que mais causaram mortes no período analisado: 53.
Na sequência aparecem os casos com serpentes e lagartos venenosos (15 mortes), as ocorrências com aranhas (9) e as situações com escorpiões (6).
Além disso, em sete situações não foi identificado o animal ou planta venenosa que causou a morte acidental.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.