Como um gato vê o mundo? Novo museu no México simula experiência
Ouvir sons e sentir vibrações de ronronados e percorrer uma cidade pela perspectiva de um gato são algumas das experiências oferecidas pelo Museu do Gato, inaugurado em agosto na Cidade do México. O espaço reúne três salas com projeções, realidade virtual e atividades sobre a história e o comportamento dos felinos.
Localizado no Paseo de la Reforma, o museu foi criado pelos jornalistas Esther Garcilita e Marco Sotomayor. Segundo o site oficial, a proposta é combinar informação e entretenimento para explorar o vínculo entre gatos e seres humanos. A visita dura cerca de 1 hora e tem como guia a personagem virtual Sissi, inspirada em uma das gatas do casal.
Primeiro pensamos em um museu mais tradicional, mas depois percebemos que uma experiência interativa poderia atrair mais pessoas e, ao mesmo tempo, ensinar muito Esther, ao jornal mexicano El Economista
O percurso começa com a evolução dos felinos e a história de sua convivência com os humanos. Dioramas animados e projeções apresentam esse caminho, incluindo a domesticação e a presença dos animais no Egito Antigo.
Na segunda sala, o visitante encontra atividades que simulam aspectos da percepção felina. É possível marcar território em uma casa virtual, conhecer o papel dos feromônios na comunicação dos gatos e experimentar um passeio pela cidade sobre quatro patas.
Uma das atrações é o Domo del Ronroneo, ou Cúpula do Ronronar, que reproduz sons e vibrações do ronronado. A experiência de realidade virtual também chama a atenção para os riscos enfrentados pelos gatos domésticos quando saem às ruas.
A última sala reúne cenários para fotografias, instalações interativas e uma figura gigante de Sissi. Há ainda um mural virtual no qual os visitantes podem deixar um registro de seus próprios gatos. O espaço conta também com cafeteria e loja de lembranças.
Projeto nasceu de uma loja e quer financiar castrações. Antes do museu, Esther e Marco criaram o La Gatería, que começou com a venda de artigos para gatos e depois ganhou uma cafeteria onde os clientes conviviam com animais disponíveis para adoção. O casal também lançou um canal no YouTube dedicado aos cuidados com os felinos.
À Chilango, Esther contou que a ideia inicial previa um espaço maior. A versão inaugurada foi planejada para funcionar durante um ano, como uma experiência temporária que poderá ser levada a outros lugares.
O projeto também pretende arrecadar recursos para comprar uma unidade móvel de esterilização de cães e gatos em áreas carentes da capital mexicana. "Quisemos ir à raiz do problema. A adoção ajuda, mas trata uma consequência. Queremos contribuir para que nasçam menos animais que acabam sofrendo nas ruas", afirmou Esther ao El Economista.
O museu ocupa o quarto andar do número 87 do Paseo de la Reforma, no bairro Tabacalera. Os ingressos estão disponíveis no site oficial do Museu do Gato, com escolha de data e horário.
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