Grupo Samuca e a Selva explora a possibilidade do fim no novo álbum ‘Pra Gente Se Acabar’
Depois de mais de 11 anos de estrada, Samuca e a Selva preparam o lançamento de seu quinto disco.
Previsto para chegar às plataformas amanhã, 23, o álbum Pra Gente Se Acabar explora a possibilidade do fim do grupo e do mundo em tempos que beiram a distopia.
O projeto nasce da dificuldade em manter um coletivo de dez pessoas na estrada: “O tempo avança, novas prioridades da vida adulta vão surgindo e o mercado muda drasticamente, favorecendo em inúmeros aspectos os artistas solo e fazendo com que as bandas, principalmente as de grandes formações entrem, pouco a pouco num processo de extinção.
Tem sido difícil manter um coletivo horizontal deste tamanho e a gente, em meio a orgulho e cansaço, têm se perguntado sinceramente se ainda faz sentido”, afirma Samuel Samuca , vocalista e fundador do grupo.
Fãs do coletivo ainda não precisam se desesperar, pois o fim do Samuca e a Selva não está decretado oficialmente.
Entretanto, encerrar as atividades coletivas está de fato em pauta.
A ideia do grupo com o novo projeto é trazer o tema para o público, pensando pela ótica mais ampla de um possível fim do próprio mundo.
Para o coletivo, a “crise climática sem precedentes, guerras e genocídios, pandemias, democracias morrendo, a ascensão da extrema direita, o advento descontrolado da inteligência artificial, a era da pós-verdade e o ultra-individualismo” formam o pano de fundo do projeto.
Por outro lado, Pra Gente Se Acabar também almeja ser uma expressão genuinamente brasileira, empregada para anunciar festa, êxtase, entrega total.
“É um projeto sensível que ensaia sobre a grande merda que é o fim e a grande beleza que há em enfrentá-lo, escolhendo dançar e se entregar ao máximo pra vida enquanto ela ainda existe, ainda que em meio ao caos.
É sobre honrar a nossa trajetória, que é tão bonita e ao longo da última década se confunde com a nossa própria existência”, resume o vocalista.
Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Samuca e a Selva (@samucaeaselva) Musicalmente, o disco é um recorte da evolução que os 11 anos de estrada forjaram no grupo e mescla referências que vão de Marku Ribas a Sade .
Samuca e a Selva abordam temas como saúde mental, especulação imobiliária, paixões, saudade, angústias, o espírito do tempo e propõem uma viagem por 13 canções que mais se parecem paisagens sonoras.
O álbum também planeja reafirmar a marca registrada do coletivo, que é a fusão de ritmos da música popular brasileira com elementos da música latina e do jazz.
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