Prêmio da paz dado a Trump vira problema para Infantino na FIFA
A homenagem a Donald Trump colocou o prêmio da paz da Fifa sob pressão e pode mudar os rumos da premiação.
Integrantes do conselho da entidade defenderam a extinção do reconhecimento ou mudanças para afastá-lo de interesses políticos.
A decisão ficará sob análise do comitê de responsabilidade social, que deverá apresentar recomendações ainda este ano.
O debate ganhou força durante a reunião do conselho da Fifa, realizada na quinta-feira (15), quando Gianni Infantino informou que a premiação havia sido encaminhada ao comitê de responsabilidade social.
Posteriormente, dirigentes voltaram ao assunto ao questionar possíveis conflitos de interesse na entidade.
Parte dos membros considera que a associação do prêmio com o presidente dos Estados Unidos compromete a credibilidade da iniciativa.
Também há preocupação com possíveis tensões diplomáticas caso Trump discorde da escolha de um futuro homenageado.
Diante desse cenário, integrantes do conselho defendem mudanças para evitar que a premiação seja utilizada como instrumento político.
Uma das alternativas discutidas é transformar o reconhecimento em um prêmio destinado exclusivamente a pessoas do futebol que tenham contribuído de maneira excepcional para a harmonia e a responsabilidade social.
Segundo um integrante do conselho ouvido pelo The Guardian , a proposta incluiria uma cláusula que impediria a concessão da homenagem a políticos.
A possível reformulação também envolve os princípios institucionais da Fifa.
O artigo dois dos estatutos da entidade proíbe interferências políticas ou governamentais no futebol, uma das razões apontadas para a reação negativa à homenagem concedida a Trump.
O comitê de responsabilidade social, formado por 22 integrantes, deverá avaliar as alternativas, embora sua composição, majoritariamente alinhada a Infantino, possa dificultar a abolição do prêmio.
A recomendação deverá ser apresentada antes da próxima reunião do conselho da Fifa, marcada para 16 de dezembro, em Doha.
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