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Amor e devastação: O dia em que o futebol deixou de ser importante

UOL Esporte ·
Amor e devastação: O dia em que o futebol deixou de ser importante

Abri o UOL na noite de segunda-feira, 26/10, e fui devastado com o título de texto do jornalista, ou melhor, do amigo Juca Kfouri: "A dor devastadora da perda de Camila".

Camila é - e sempre será - filha de Juca e Leda Kfouri. Foi-se, prematuramente, com apenas 48 anos.

Sobre ela, nada posso falar, pois não a conheci pessoalmente. Mas conheço os pais e testemunho o amor que lhe devotam.

Juca protesta contra a agressão ao ciclo natural da vida. Um protesto que transborda de seu coração e avança, devastadoramente, sobre os corações de seus amigos e amigas.

Camila foi, como ele afirma, uma de suas paixões. E pela forma como ele se relaciona com outras paixões públicas (e, pela natureza, menores), como o seu Corinthians, pode-se imaginar (ou não se pode) a devastação da perda de paixão incomparavelmente maior.

Quando perdi meu pai, Juca Kfouri publicou, na Folha, um texto sobre o meu velho. Ainda me emociono com a homenagem. Lembro disso porque, se no plano material ele se foi, no espiritual, paradoxalmente, passou a ser mais presente.

Mas a situação não é a mesma; é injustamente diferente. Um filho (ou filha) imagina que verá o pai partir; um pai reza, mesmo que seja ateu, para não se despedir do filho. E ainda mais da filha. Mesmo que, espiritualmente, a presença se intensifique e se torne permanente.

Sim, como o próprio Juca diz, ele a levará consigo até o fim; e até o fim Camila estará, sob outra forma, com ele - e com Leda.

Meu amor pela família Kfouri me impede de continuar. As palavras não mais se revelam ou se conectam. Perdem-se na falta de significado.

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Esporte.

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