“Queremos mais bicicletas elétricas nas entregas”, diz VP de sustentabilidade do iFood
Redução de gases do efeito estufa na origem, e não mais apenas a compensação dessas emissões longe das cidades.
Essa é a nova estratégia de descarbonização do iFood.
Em entrevista ao programa VEJA+Verde, Luana Ozemela, vice-presidente de Impacto e Sustentabilidade da plataforma de delivery no Brasil, explicou como a empresa reavaliou os seus principais impactos ambientais para mudar sua abordagem em relação ao tema.
“A gente fez estudos de materialidade e descobriu que a vasta maioria das nossas emissões está no chamado escopo 3 — nas emissões geradas ao longo das entregas de delivery”, diz Ozemela.
Segundo ela, mais de 90% das emissões da companhia vêm da logística, puxadas majoritariamente pelas motos a combustão, ainda o modal mais usado pelos entregadores.
Além de atuar no iFood, Luana Ozemela é conselheira do Fórum Econômico Mundial para temas de futuro do trabalho e da Unicef, o fundo da ONU para a infância.
Antes, passou pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), onde atuou com projetos de desenvolvimento social na América Latina e no Caribe.
Em 2021, o iFood assumiu o compromisso público de neutralizar praticamente todo o carbono gerado pelas entregas, meta cumprida entre 2021 e 2024 com créditos de carbono ligados a projetos de plantio de árvores.
“Agora, a gente quer que, no contexto das cidades onde o iFood está presente, o ar seja mais limpo e haja menos emissões — e não que isso aconteça em algum lugar afastado da cidade”, diz a executiva.
Na prática, isso significa acelerar a substituição de motos a combustão por modais não poluentes nas entregas de curta distância, hoje cerca de 20% do total de pedidos e 40% nas rotas de até quatro quilômetros.
O principal instrumento dessa virada é a parceria com a Tembici, batizada de iFood Pedal e anunciada na COP30, a Conferência do Clima da ONU em Belém (PA), em 2025, como o maior programa de mobilidade limpa do delivery na América Latina.
Com um investimento de 300 milhões de reais, o iFood já tem mais de 6.000 bicicletas elétricas em circulação no país e espera chegar a cerca de 45.000 unidades nos próximos dois anos.
Continua após a publicidade Para o entregador, o aluguel subsidiado da bicicleta custa cerca de 92 reais por semana — ante os 300 reais cobrados no mercado —, valor que se paga com apenas três a quatro horas de trabalho.
“A gente vê um impacto direto: um aumento de 15% a 18% na renda do entregador que usa a bicicleta elétrica”, afirma Ozemela.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.