Como a vitória de Lula mudou a disputa pelo comando do Congresso
A reeleição de Lula alterou o cenário da disputa pelas presidências da Câmara e do Senado e tornou mais difícil a pretensão da direita bolsonarista de comandar o Congresso.
Na avaliação do editor de Política José Benedito da Silva, a tendência de aproximação do Centrão com o governo favorece as articulações de Hugo Motta e Davi Alcolumbre, enquanto o PL precisa transformar sua força eleitoral em alianças capazes de assegurar maioria (este texto é um resumo do vídeo acima) .
“Só eleger as maiores bancadas não é suficiente”, afirmou no Ponto de Vista , apresentado por Laísa Dall’Agnol, nesta quarta-feira, 28.
Segundo o jornalista, mesmo após o desempenho expressivo nas urnas, o PL e seus aliados podem terminar sem a presidência de nenhuma das duas Casas.
Lula x Flávio: surpresas e reviravoltas da corrida eleitoral Por que o tamanho da bancada não garante o comando do Senado? José Benedito destacou que o PL terá 28 senadores, mas precisará reunir 41 votos para eleger o presidente da Casa.
Mesmo com aliados próximos em outras legendas, o editor considera incerta a formação dessa maioria.
“A direita está descobrindo que a vida não será tão fácil assim”, disse.
Durante o programa, Laísa mencionou as movimentações de Tereza Cristina e Rogério Marinho para disputar o comando do Senado.
Para o editor, ambos podem representar candidaturas competitivas, mas dependem de apoios fora do núcleo bolsonarista.
Ele avaliou ainda que a saída de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos dificultou a articulação desse grupo.
Continua após a publicidade Como a vitória de Lula favorece o Centrão? Na análise de José Benedito, o resultado presidencial estimula os partidos do Centrão a negociar com o governo em busca de espaço, recursos e influência política.
“Eu acho que a vitória de Lula influencia decisivamente na eleição das presidências do Senado e da Câmara”, afirmou.
O editor vê a recondução de Hugo Motta como bem encaminhada e destacou o peso de quase 200 deputados dos partidos do Centrão.
No Senado, apontou o apoio de PP e União Brasil a Alcolumbre e a expectativa de adesão do PT e da base governista.
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