Exame de sangue para auxiliar no diagnóstico de Alzheimer chega ao Brasil
A investigação do Alzheimer passa a contar com uma nova ferramenta no Brasil.
A partir desta quinta, 15, o Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre (RS), começa a oferecer um exame de sangue capaz de auxiliar na identificação de alterações biológicas associadas à doença.
A instituição é a primeira do país a disponibilizar o teste aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) .
Inicialmente, o exame será realizado de forma privada.
Mas, segundo o hospital, a previsão é ampliar o acesso à tecnologia, com a possibilidade de integração a planos de saúde e ao Sistema Único de Saúde (SUS) ainda em 2026, por meio de parcerias vinculadas ao Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS).
O avanço acompanha uma tendência internacional.
Em maio de 2025, a FDA, agência reguladora dos EUA, autorizou a comercialização do Lumipulse G pTau217/β-Amyloid 1-42 Plasma Ratio , nome técnico do teste, considerado o primeiro dispositivo de diagnóstico in vitro autorizado pela agência norte-americana para auxiliar na investigação do Alzheimer por meio de uma análise sanguínea.
A novidade representa uma alternativa menos invasiva para a investigação do Alzheimer, pois permite analisar, por meio de uma amostra de sangue, a presença de um biomarcador relacionado aos processos característicos da doença.
Embora ambos utilizem biomarcadores relacionados à doença, os testes não devem ser confundidos: a tecnologia autorizada nos Estados Unidos analisa a proporção entre duas proteínas, enquanto o exame oferecido pelo Hospital Moinhos de Vento identifica a proteína p-tau217.
Cada teste possui suas próprias características e indicações de uso.
Continua após a publicidade Como funciona o exame de sangue para Alzheimer? O exame disponibilizado pelo Hospital Moinhos de Vento detecta a proteína p-tau217 no sangue.
Esse marcador está associado a alterações biológicas relacionadas à doença de Alzheimer, incluindo processos ligados ao acúmulo de proteínas no cérebro, como as placas de beta-amiloide.
A identificação desse biomarcador fornece informações adicionais para a investigação diagnóstica e pode ajudar o médico a avaliar se os sintomas apresentados pelo paciente são compatíveis com a doença.
Segundo Eduardo Zimmer, head de Pesquisa da Unidade de Neurociência do Hospital Moinhos de Vento e responsável pela implementação do exame na instituição, as etapas de validação e os estudos laboratoriais apresentaram resultados positivos.
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