A crise no STF entra na urna (por Gaudêncio Torquato)
O Supremo Tribunal Federal não disputa eleições, mas a crise que se instalou em seu interior já entrou na campanha.
A sessão extraordinária de 15 de setembro mostrou ministros divididos, acusações recíprocas e divergências sobre como examinar as suspeitas surgidas no caso Banco Master.
O plenário terminou sem decidir se Alexandre de Moraes será investigado.
A poucos dias do primeiro turno, a imagem de uma Corte incapaz de resolver seu próprio impasse passa a acompanhar o eleitor.
O tribunal discutia um relatório da Polícia Federal com mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, supostamente dirigidas a Moraes.
O ministro nega irregularidades e contesta a validade do documento.
A Procuradoria-Geral da República pediu sua anulação.
Também há questionamentos à atuação de André Mendonça na investigação.
Suspeitas exigem apuração; não constituem prova de culpa.
Essa distinção, essencial para a Justiça, tende a desaparecer no calor da campanha.
Antes de chegar ao mérito, os ministros se dividiram sobre o procedimento.
Fachin, Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia defenderam a análise separada dos casos de Moraes e Mendonça.
Gilmar Mendes, Moraes e Cristiano Zanin apoiaram o julgamento conjunto.
O placar provisório ficou em quatro a três.
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