Mulher morta em deslizamento na Brasilândia já havia relatado em entrevista medo de morar em encosta: 'Não tenho outro lugar'
Mulher morta em deslizamento na Brasilândia já temia morar em área de risco há 2 anos A morte de Rosa Fidelis Gaspar, de 47 anos, soterrada após um deslizamento de terra provocado pelas chuvas no Jardim Paraná, na Brasilândia, Zona Norte de São Paulo, reacendeu o alerta sobre os riscos enfrentados por moradores que vivem em áreas de encosta na capital.
Há quase três anos, Rosa já relatava o medo de morar no local em uma entrevista ao SP1.
A equipe de reportagem voltou nesta sexta-feira (16) ao bairro onde Rosa morreu.
Moradora antiga da região, ela estava sozinha em casa na tarde do deslizamento, que atingiu o imóvel depois que parte do terreno acima cedeu.
Em janeiro de 2024, durante uma reportagem sobre os riscos de viver na encosta de um morro, Rosa contou que permanecia no local porque não tinha outra opção de moradia.
“Porque eu preciso.
Porque eu comprei aqui e eu preciso.
Eu não tenho outro lugar pra eu morar”, disse na ocasião.
Rosa Fidelis Gaspar, de 47 anos, morreu soterrada após deslizamento de terra no Jardim Paraná, na Zona Norte de SP Reprodução/TV Globo Na época, Rosa também relatou que havia sofrido um acidente dentro de casa e que, por causa disso, estava com dificuldades para andar.
Segundo ela, chovia muito no momento do acidente, e a água já havia invadido o imóvel.
“Com fé em Deus eu volto a andar, que eu tenho fé que eu volto a andar”, afirmou.
Moradores convivem com medo e tristeza Pouca coisa mudou no Jardim Paraná desde a reportagem de 2024.
Os moradores continuam expostos aos riscos de deslizamentos e enchentes, e a morte de Rosa aumentou a tristeza e o medo de quem vive na região.
Cleoneide Lourenço da Silva Tramare, aposentada, se emocionou ao falar sobre a situação do bairro.
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