Defesa de Vorcaro diz que arquivos de celular foram modificados e questiona provas de investigação
Brasília Os advogados de Daniel Vorcaro , do Banco Master , apresentaram nesta quinta-feira (29) ao STF (Supremo Tribuanl Federal) o resultado de uma perícia preliminar contratada pela defesa que aponta supostas modificações no celular do ex-banqueiro após a apreensão, em novembro do ano passado.
O documento é usado pelos advogados para questionar a higidez das provas usadas pela Polícia Federal nos inquéritos que investigam Vorcaro e para pedir que o órgão apresente dados que, segundo eles, têm sido solicitados desde fevereiro.
Na petição enviada ao Supremo, a defesa diz que os pontos levantados pelo perito implicam "necessariamente que a liberdade [de Vorcaro] seja restabelecida" porque consideram que não é razoável que ele continue preso enquanto não houver um exame mais profundo do conteúdo do telefone. Procurada, a assessoria da PF não quis se pronunciar sobre a acusação.
O pedido também abre caminho para que a equipe de advogados questione, mais à frente, as provas da investigação e tentem anular as apurações que têm como alvo o ex-banqueiro.
"Esse aparelho é a prova central da Operação Compliance Zero . Dele saíram as conversas que sustentam a investigação e as conversas íntimas e com advogados que acabaram divulgadas pela imprensa", diz a defesa, em nota divulgada à imprensa também nesta quinta.
"A perícia foi solicitada em virtude de Daniel Vorcaro não reconhecer a veracidade de vários dos conteúdos vazados."
A perícia contratada pela defesa afirma que o celular foi manuseado depois de apreendido, em 17 de novembro de 2025, com 33 ativações da câmera frontal e três conexões pela saída USB.
"Registros de senhas foram criados ou modificados entre 2h03 e 2h25. Nada disso consta do termo de apreensão.
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