O que explica a hegemonia do Brasil na Libertadores feminina?
Os clubes brasileiros consolidaram uma hegemonia na Copa Libertadores feminina, que começa nesta semana em Quito, graças a orçamentos robustos, à confiança de vencer repetidamente e a uma aposta séria nos projetos de futebol feminino.
As representantes do Brasil venceram 14 das 17 edições do torneio.
No Equador, a partir da próxima quinta-feira (15) até o dia 31 de outubro, elas têm tudo para ampliar esse domínio.
O Corinthians, atual tricampeão, é a cara de um país que não dá sinais de que será destronado e que será o primeiro da América do Sul a sediar a Copa do Mundo feminina, em 2027.
A seguir, quatro pontos-chave que explicam o sucesso do Brasil na Libertadores: ¡Cuenta regresiva para vivir la #LibertadoresFEM! Faltan apenas 3 días para que comiencen a escribirse nuevas historias en busca de #LaGloriaEsDeEllas.
Faltam 3⃣ dias! ARQUIVO: CONMEBOL LIBERTADORES FEMENINA.
IMAGENS COMPETIÇÃO OUTUBRO 2025 https://t.co/qstu6mgvJN — CONMEBOL Libertadores Femenina (@LibertadoresFEM) October 12, 2026 Incentivo O crescimento do futebol feminino brasileiro começou a acelerar em 2019, quando a CBF obrigou todos os clubes das primeira e segunda divisões masculinas a terem equipes femininas.
O Brasil foi além da exigência da Conmebol para os participantes de seus torneios masculinos: eles devem ter times femininos ou, caso contrário, não podem disputar a Libertadores ou a Sul-Americana.
Em outros países sul-americanos, por outro lado, muitas equipes foram criadas simplesmente para cumprir uma exigência formal, mas sem um planejamento esportivo de longo prazo.
“No Brasil, as equipes disputam competições durante pelo menos nove ou dez meses ao ano.
Até mesmo os torneios estaduais contribuem para ampliar o período de atividade e, consequentemente, para oferecer contratos mais longos às atletas”, disse à AFP um representante do Corinthians feminino.
Dinheiro faz a diferença A superioridade financeira dos clubes brasileiros também alimenta essa disparidade.
Essa situação se repete também no futebol masculino, no qual as equipes do Brasil venceram as últimas sete edições da Libertadores.
O Palmeiras feminino, outra potência, trabalha com um orçamento anual que varia entre R$ 15 milhões e R$ 25 milhões, segundo confirmou uma fonte do clube à AFP.
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