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Polícia da Turquia prende 150 pessoas em protesto a favor de grupos LGBTQ+

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Polícia da Turquia prende 150 pessoas em protesto a favor de grupos LGBTQ+

Autoridades turcas detiveram pelo menos 150 pessoas nesta terça-feira (15) após a intervenção policial em uma concentração em frente ao tribunal de Caglayan, em Istambul, onde manifestantes planejavam protestar contra detenções recentes direcionadas a grupos LGBTQ+, segundo testemunhas.

As prisões representaram a mais recente escalada do que grupos de direitos humanos e figuras da oposição descreveram como uma campanha crescente contra a comunidade LGBTQ+ ; na última semana, autoridades realizaram batidas em sedes de associações, bloquearam sites e prenderam suspeitos em várias províncias.

Nesta terça-feira (15), um grupo havia se reunido para fazer uma declaração à imprensa, mas a polícia impediu a ação em frente ao tribunal.

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O protesto ocorreu após uma série de batidas abrangentes contra associações LGBTQ+ em várias províncias turcas, no âmbito de uma operação chamada “Minha Família Está Segura” — iniciativa que, segundo o governo, visa proteger crianças e valores familiares.

O comissário de Direitos Humanos do Conselho da Europa, Michael O’Flaherty, apresentou preocupação nesta terça-feira com as prisões, batidas e restrições online direcionadas à sociedade civil LGBTQ+ e a defensores de direitos humanos.

Ele afirmou que referências a “valores familiares” ou à “proteção de crianças” não podem, por si sós, justificar restrições aos direitos humanos, e pediu a libertação de qualquer pessoa detida por atividades relacionadas.

Um tribunal turco ordenou, na segunda-feira (14), a prisão preventiva de 16 pessoas na província de Izmir, no oeste do país, como parte da operação, informou a promotoria local.

O ministro da Justiça, Akin Gurlek, declarou no domingo que as investigações — coordenadas por promotores em Istambul, Ancara, Izmir, Aydin e Mersin — envolviam 162 suspeitos, nove associações e 13 empresas em 15 províncias.

As autoridades detiveram pelo menos 26 pessoas em Istambul e 21 em Ancara durante o fim de semana, além de realizarem batidas nas sedes de várias associações LGBTQ+.

Autoridades turcas também bloquearam o acesso a sites e contas em redes sociais pertencentes a diversas associações LGBTQ+, indivíduos e veículos de mídia independentes, incluindo a conta no X (antigo Twitter) da filial turca da Anistia Internacional.

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