Wall Street fecha em alta e tenta resistir às preocupações sobre IA
A Bolsa de Nova York fechou em alta nesta quinta-feira (RJ), impulsionada pela queda dos rendimentos da dívida dos Estados Unidos e pela recuperação de alguns ativos de inteligência artificial (IA), que começaram o dia no vermelho por temores sobre seu endividamento.
Os principais índices passaram do vermelho para o verde ao longo do dia, após uma queda brusca na quarta-feira, quando foram divulgados os dados de inflação.
O tecnológico Nasdaq terminou com um modesto avanço de 0,08%, enquanto o S&P 500 ganhou 0,33%. O Dow Jones subiu 1,08%.
"A recuperação durante a sessão do setor de semicondutores foi especialmente impressionante", destacaram analistas da Briefing.com.
O mercado americano havia iniciado o pregão em terreno negativo, pressionado pelos temores cada vez maiores em relação ao modelo de negócios dos gigantes da IA.
O exemplo mais recente é o da americana CoreWeave - que constrói centros de dados otimizados para IA -, cujas ações despencaram 16% na quarta-feira.
O papel foi afetado pela preocupação com seu nível de endividamento e pelos custos que precisa assumir para continuar atraindo recursos dos investidores.
Mas, depois de um início de sessão em baixa, a ação acabou se beneficiando das declarações de Jensen Huang, diretor-executivo da Nvidia, conforme explicou à AFP Tom Cahill, analista da Ventura Wealth Management.
"A solidez da CoreWeave melhora dia após dia", declarou Huang à agência Bloomberg nesta quinta-feira em Estocolmo. "Estou otimista."
As ações da CoreWeave encerraram com alta de 5,94%, a 69,69 dólares, o que impulsionou outros gigantes do setor que inicialmente haviam sido ignorados pelo mercado, como sua concorrente Nebius (+1,29%) ou a fabricante de chips Micron (+1,87%).
No entanto, essa recuperação não beneficiou todos os grandes nomes: a Nvidia perdeu 1,84%, a AMD caiu 1,50% e a Broadcom, 0,55%.
A Bolsa de Nova York também reagiu positivamente à tranquilidade no mercado de títulos.
Por volta das 20h30 GMT, a rentabilidade dos títulos do Tesouro americano de dez anos caía para 5,08%, ante 5,19% no fechamento de quarta-feira e 5,35% na quinta-feira anterior.
"Essa reação é contraintuitiva", avaliou Tom Cahill, dado que o índice de preços ao produtor (IPP) de quinta-feira acelerou em setembro nos Estados Unidos, situando-se em +6,3% na comparação anual.
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