'Esquema de corrupção': 15 policiais do Paraná são alvos de operação do Gaeco; veja cidades dos investigados
Policiais ofereciam wi-fi de batalhão para cobrar dinheiro de motoristas e não dar multas Foi realizada, na manhã desta quinta-feira (8), a terceira fase da Operação Rota 466, que investiga um esquema de corrupção envolvendo policiais do Paraná.
Entre os crimes investigados, estão a cobrança de propinas para evitar fiscalizações e multas.
Veja uma das cenas flagradas pela investigação no vídeo acima.
Nesta nova fase, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados a 15 policiais militares e outras quatro pessoas.
Os policiais foram afastados das atividades operacionais e ostensivas.
Com a medida, eles passam a exercer exclusivamente funções administrativas e tiveram armas da corporação e particulares recolhidas.
Os alvos desta quarta-feira são de oito cidades diferentes da região central, dos Campos Gerais e do sul do Paraná: Guarapuava, Ponta Grossa, Telêmaco Borba, Pitanga, Bituruna, Castro, Palmeira e Wenceslau Braz.
Os nomes dos policiais não foram divulgados. ✅ Siga o canal do g1 Paraná no WhatsApp Durante o cumprimento dos mandados, uma pessoa foi presa por posse irregular de arma de fogo.
Também foram recolhidos aparelhos eletrônicos com indícios de descaminho, celulares para análise e documentos.
As informações são do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná (MP-PR), responsável pela investigação e pela operação, que nesta quarta-feira foi realizada com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar.
"A ação dá continuidade às investigações sobre a suposta prática dos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, concussão, falsidade ideológica e lavagem de ativos envolvendo policiais, em sua maioria vinculados à Polícia Rodoviária Estadual", explica o Gaeco.
A operação foi nomeada de "Rota 466" porque as investigações começaram focando em ações criminosas realizadas pelos policiais na PR-466, rodovia que liga Guarapuava a Pitanga.
De acordo com o Gaeco, a nova etapa da operação decorre da análise de materiais eletrônicos e documentos apreendidos nas fases anteriores, que permitiu identificar indícios de reiteração das condutas investigadas e novos possíveis envolvidos.
"As apurações apontam para a existência de um esquema de corrupção em postos da Polícia Rodoviária Estadual, incluindo o de Telêmaco Borba, no qual a atividade de fiscalização de trânsito teria sido utilizada para a obtenção de vantagens indevidas".
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Paraná.