Ataque de gangues mata 47 e deixa mais de 50 sequestrados no Haiti
Segundo a NBC News, um ataque de gangues em Kenscoff, perto de Porto Príncipe, matou 47 pessoas e deixou mais de 50 sequestradas, enquanto haitianos cobram explicações da polícia.
A Polícia Nacional do Haiti respondeu a poucas perguntas sobre o ataque em uma entrevista coletiva na quinta-feira (27). Questionado sobre medidas para libertar os sequestrados, o porta-voz Garry Desrosiers afirmou: "Não podemos falar sobre nenhum plano".
Um líder de gangue ameaçou executar todos os reféns caso policiais matem integrantes do grupo durante a operação em Kenscoff. Desrosiers disse que a polícia trabalha para permitir o retorno dos moradores, mas não detalhou as ações.
Mais de 2.600 pessoas deixaram suas casas após o ataque, de acordo com a Organização Internacional para as Migrações, órgão da ONU. A ofensiva começou no fim de domingo (23) em uma comunidade agrícola nas colinas próximas à capital haitiana.
O chefe da Polícia Nacional do Haiti, Vladimir Paraison, não participou da entrevista coletiva. Ele havia defendido as medidas de segurança em Kenscoff e informado que uma investigação vai apurar possível cumplicidade ou negligência.
Operações de segurança haviam reduzido a violência em Kenscoff em 66% entre janeiro e agosto, antes do ataque. O dado é da organização Armed Conflict Location & Event Data, que monitora conflitos armados.
Gangues controlam cerca de 70% de Porto Príncipe e áreas da região central do Haiti. A violência deslocou quase 1,5 milhão de pessoas no país e matou mais de 3.050 entre janeiro e junho, segundo dados da ONU.
Os EUA deportaram mais de 50 pessoas ao Haiti na quinta-feira (27), incluindo duas crianças. O voo chegou a Cap-Haïtien porque o aeroporto internacional de Porto Príncipe é considerado perigoso.
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