Adolescente que baleou amigo de 13 anos com arma do pai em SC: o que ainda falta para esclarecer o caso?
Delegada Lisiane Junges atualiza caso de adolescente que atirou em outro em Chapecó Laudos das perícias do local e da arma, assim como relatórios médicos estão entre os documentos aguardados pela Polícia Civil para a conclusão da investigação sobre o adolescente de 13 anos que foi baleado pelo amigo da mesma idade em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina.
As informações são da delegada Lisiane Junges, responsável pelo inquérito.
O caso ocorreu no sábado (10).
A pistola usada no crime pertence ao pai do garoto que atirou e estava em local de fácil acesso.
O homem, registrado como Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), não estava na casa no momento do disparo.
Ele foi autuado por omissão de cautela. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Nenhum dos laudos havia sido entregue à Polícia Civil até a tarde de quarta-feira (14).
Durante os trabalhos no local dos fatos, a polícia apreendeu uma pistola, uma carabina, carregadores e centenas de balas.
"A investigação segue na DPCAI [Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso], a fim de esclarecer todas as circunstâncias que envolveram esse episódio, para que seja possível definir juridicamente a conduta desse adolescente", declarou a delegada.
O adolescente que foi baleado teve alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na terça (13) e seguia em observação no hospital na quarta (14).
Já o jovem que deu o tiro foi internado provisoriamente e é investigado por ato infracional análogo à tentativa de homicídio.
Em nota na segunda-feira (12), a defesa da família do autor do disparo disse que ele e a vítima eram melhores amigos e defendeu que o disparo foi acidental.
Afirmou ainda que o fato aconteceu em um "momento de brincadeira" (leia íntegra no fim da reportagem). ➡️ O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) fixa que todas as pessoas menores de 18 anos de idade são penalmente inimputáveis.
A legislação estabelece uma responsabilização para casos envolvendo crianças e adolescentes: o ato infracional.
A vítima foi atingida na região do rosto.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Santa Catarina.