Xi chega a Washington nesta terça-feira para encontro com Trump com IA e Taiwan no radar
Militares estendem bandeira da China na Casa Branca durante preparativos para chegada de Xi Jinping, que se reúne com Trump na Casa Branca Jonathan Ernst/Reuters O presidente da China, Xi Jinping, desembarca nesta quarta-feira (23) nos Estados Unidos para um encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Xi deverá pressionar Trump a suspender as vendas de armas a Taiwan, conforme previsto em uma declaração conjunta de 1982, segundo autoridades ouvidas pela agência Reuters. (Leia mais abaixo) O desenvolvimento de tecnologias de inteligência artificial também está no radar nas relações entre os dois países.
O líder chinês chega na terça na Base Aérea Andrews, em Washington, onde será recebido por Trump.
Os dois se reúnem na Casa Branca na quinta-feira (24), e uma cerimônia do chá oferecida por Melania Trump e uma visita ao Arquivo Nacional encerram a visita oficial na sexta (25), quando Xi e sua mulher retornam a Pequim.
Agora no g1 A IA surgiu como um campo de batalha fundamental entre os dois países, com ambos os lados demonstrando pouco interesse em desacelerar, apesar dos alertas de CEOs do setor de tecnologia sobre as ameaças que uma IA fora de controle poderia representar para a humanidade.
"Quem vencer na IA, vence", Trump tem dito repetidamente.
Ele afirmou nas redes sociais, na segunda-feira (21), que os EUA estão à frente da China e que ele "não iria sufocar o crescimento de algo que será maior do que a Revolução Industrial ou a própria Internet".
A China também não quer se dar ao luxo de perder a corrida.
Em um artigo raro e contundente, Chen Yixin, chefe do Ministério da Segurança do Estado da China, alertou que a IA representa uma ameaça direta ao domínio do Partido Comunista caso forças estrangeiras e hostis alcancem capacidades superiores.
Os EUA já estão restringindo as exportações dos chips de IA mais potentes para a China e acusaram desenvolvedores chineses de acessar modelos de IA americanos em escala industrial para extrair suas capacidades.
Donald Trump e Xi Jinping durante encontro em Pequim em 14 de maio de 2026 BRENDAN SMIALOWSKI/Pool via REUTERS Pequim afirma que a prática, conhecida como destilação, é amplamente utilizada — inclusive por empresas americanas — e criticou os EUA por tentarem monopolizar o setor.
Pequim também está insatisfeita com os esforços dos EUA para formar uma aliança que exclua a China; por isso, busca estabelecer novas diretrizes globais de segurança para a IA, apelando para nações em desenvolvimento.
No entanto, EUA e China estão dando um pequeno passo em direção à cooperação em IA.
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