EUA elimina normas climáticas para usinas de energia durante reunião do G20
O governo do presidente Donald Trump eliminou os limites para as emissões de carbono de usinas de energia movidas a carvão e gás, na mais recente de uma série de medidas que desmantelam regulamentações destinadas a conter as mudanças climáticas. A EPA confirmou nesta segunda-feira (14) a revogação das normas do governo anterior para essas usinas.
As mudanças, anunciadas durante uma reunião de ministros de Energia do G20 em Houston, revertem medidas adotadas durante o governo de Joe Biden.
O governo também propõe impedir futuras regulamentações sobre o setor energético, responsável por aproximadamente um quarto das emissões de gases de efeito estufa do país.
"Durante mais de 15 anos, os governos Obama e Biden travaram uma guerra contra o carvão para destruir a energia confiável e acessível", declarou nesta segunda-feira Lee Zeldin, administrador da Agência de Proteção Ambiental (EPA).
"O governo Trump chegou para proteger a energia americana e garantir que você possa manter as luzes acesas sem comprometer o orçamento", acrescentou.
A medida foi anunciada depois que o mundo registrou temperaturas recordes em agosto e os Estados Unidos tiveram seu verão mais quente.
Segundo os cientistas, a queima de combustíveis fósseis é a principal causa do aquecimento global. Neste ano, o aquecimento provocado pela atividade humana se soma a um fenômeno El Niño intenso.
"Eles estão garantindo os lucros da indústria de combustíveis fósseis e deixando completamente de lado a saúde e o bem-estar das pessoas", declarou à AFP Rachel Cleetus, da organização Union of Concerned Scientists (União de Cientistas Preocupados).
"A EPA abandonou completamente sua missão, e está fazendo isso de maneira cruel", afirmou.
O governo revogou as normas de 2024 da era Biden, estabelecidas com base na Lei do Ar Limpo para controlar a poluição por gases de efeito estufa proveniente das usinas de carvão existentes e das novas usinas a gás. A EPA havia adotado essas normas em abril de 2024.
As regras exigiam uma redução de até 90% da poluição por dióxido de carbono ao longo do tempo e teriam obrigado as usinas a utilizar tecnologia de captura de carbono em suas chaminés para atingir essa meta.
Na regulamentação, a EPA sustentou que essas exigências eram impossíveis de cumprir e que os prazos eram curtos demais.
A segunda parte do pacote consiste em uma proposta de norma segundo a qual a EPA não tem autoridade para regulamentar as emissões de gases de efeito estufa do setor energético.
A proposta afirma ainda que, mesmo se a agência tivesse essa competência, regulamentar essas emissões seria inútil porque não contribuiria de maneira efetiva para enfrentar as mudanças climáticas globais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.