SAF carioca cobra gigante da Série A por venda de atacante à Europa
O Boavista SAF, do Rio de Janeiro, entrou na Justiça contra o São Paulo para cobrar mais de R$ 500 mil referentes à venda do atacante Lucas Ferreira ao Shakhtar Donetsk, da Ucrânia.
O clube carioca tem direito a 20% do valor líquido da negociação, fechada em agosto de 2025 por 10 milhões de euros, pagos em quatro parcelas.Segundo o processo, que tramita na 1ª Vara Cível do Foro Regional do Butantã, em São Paulo, o clube paulista recebeu do Shakhtar a segunda parcela, equivalente a R$ 11,7 milhões, em 4 de fevereiro deste ano, mas não fez o repasse ao Boavista.Três semanas depois, o próprio departamento financeiro do São Paulo enviou ao Boavista uma planilha que calculava o repasse em R$ 2,1 milhões, propondo o pagamento do valor em quatro parcelas.
O acordo foi aceito pelo Boavista.O São Paulo chegou a pagar as três primeiras parcelas, mas deixou de quitar a última, que venceu no dia 10 de junho.
Depois disso, uma notificação extrajudicial enviada em julho ficou sem resposta.
Em agosto, a juíza mandou o São Paulo pagar em 15 dias e reconheceu, em análise preliminar, a “probabilidade do direito” do Boavista.
No entanto, a decisão negou o pedido de bloqueio de cotas da CBF e da Federação Paulista e de direitos de TV do clube, por não ver risco de dilapidação patrimonial.O que o São Paulo diz sobre a dívida?Na defesa, apresentada em setembro, o São Paulo não nega a dívida nem contesta o valor.
O clube argumenta que a Justiça comum não pode julgar o caso, que deveria ir à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), da CBF, por força do estatuto da entidade.O Boavista respondeu nesta semana que a cobrança é puramente financeira e que o contrato entre os clubes, assinado em 2024, elege expressamente a Justiça de São Paulo para resolver disputas.
O processo aguarda decisão.Como começou o negócio entre os clubes por Lucas Ferreira?A relação entre os clubes em torno de Lucas Ferreira, nascido em 2006 e formado em Cotia, começou em julho de 2021.
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