Waack: Recuo de carta golpista não preserva capital de Flávio
Poste de líder vivo não vira líder.
E, se o líder está impedido, como é o caso de Jair Bolsonaro, o lugar do poste, por razões políticas práticas, é na rua e no país.
De longe, ninguém comanda um espectro político tão grande como o de centro-direita no Brasil.
Talvez seja factível comandar apenas um grupo que vai se encolhendo na franja da política.
Leia Mais: Eduardo cita Olavo e posta foto com Flávio após senador fugir para os EUA Randolfe diz que carta com teor golpista de Flávio é uma "afronta" Carta de Flávio mobiliza aliados e provoca críticas de governistas O único capaz de aceitar os termos de uma carta golpista assinada pelo poste candidato a líder.
Da qual recuou uma hora depois, devido ao repúdio generalizado, sobretudo a partir de setores conservadores.
Que falavam da falta de densidade política de Flávio já no início da recente campanha eleitoral.
Mesmo assim, surpreende a rapidez com a qual as ações de um político que levou sessenta milhões de votos vão corroendo o capital eleitoral que juntou.
Está se abrindo, na mesma velocidade, o espaço para outros nomes candidatos a falar por uma ampla maioria centro-direita, que venceu as eleições para os principais estados e o Congresso.
Pois, além de toda a espuma toda do noticiário, o que vem por aí com grande rapidez para cima da vida das pessoas é seríssimo.
Ficamos sabendo hoje que o peso dos impostos com a nova reforma tributária vai ser muito maior do que as piores estimativas.
E já pega de cara mais de trinta milhões de CNPJs.
Que o governo continua mantendo a preço alto uma enorme defasagem do preço do diesel.
Que Lula ainda não tem nem nome para a Fazenda nem plano para tratar de uma séria questão fiscal .
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