MPT acusa Rico Melquiades de assédio contra empregadas e pede R$ 5 milhões
O Ministério Público do Trabalho ( MPT ) processou o influenciador digital Rico Melquiades, nesta sexta-feira (18/9), por assédio eleitoral .
O MPT em Alagoas o acusou de cometer assédio eleitoral contra funcionárias domésticas, coagindo a equipe por divergências políticas, expondo dados pessoais nas redes sociais e ferindo a dignidade das trabalhadoras.
Rico Melquiades, que acumula 12,3 milhões de seguidores no Instagram, divulgou um vídeo no qual ameaçou demitir funcionários que votem no PT.
A ação foi protocolada 11ª Vara do Trabalho de Maceió, com pedido de urgência, nesta sexta-feira.
Os procuradores pedem condenação ao pagamento de indenização de R$ 5 milhões por danos morais coletivos, além do cumprimento de 18 obrigações.
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Essas foram manipular, orientar ou direcionar o voto dos trabalhadores na eleição que se aproxima.
Isso impõe constrangimento e exposição indevida da intimidade de empregados, além de tendente a influenciar a livre manifestação de pensamento, intentando orientar o próprio ato de votar dos seus empregados, e promovendo nítida discriminação a depender da convicção política do funcionário, o que é gravíssimo”, disse o MPT na ação.
Em vídeo publicado nesta sexta-feira, o campeão de A Fazenda 13 fez uma retratação .
“Na condição de influenciador, tenho plena consciência da minha responsabilidade com o público e do meu compromisso com as leis trabalhistas e eleitorais.
Quero vir a público pedir desculpas a todos os brasileiros e trabalhadores.
Nenhum funcionário deve sofrer qualquer tipo de coação”, declarou.
Acusação O MPT apontou que o influenciador cometeu abusos em conteúdos que misturam relações de trabalho com disputas partidárias.
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