STF decide seu próprio futuro, não o de Alexandre de Moraes
Um tribunal chamado Supremo vive um drama permanente: seu comportamento pode desmentir o nome a qualquer momento. A supremacia do Supremo convive com a ameaça constante de uma crise inusitada — como essa das mensagens vadias de Daniel Vorcaro para Alexandre de Moraes.
No primeiro pronunciamento público depois da explosão do caso, Edson Fachin prometeu "medidas cabíveis". Consulta os colegas reservadamente sobre o que fazer. Não parece restar ao presidente do Supremo senão submeter ao plenário a decisão sobre investigar Moraes ou abafar o caso.
Em fevereiro, quando Dias Toffoli ardia no caldeirão do Master, o Supremo decidiu fingir que nada tinha sido descoberto sobre ele. Fachin mandou para o arquivo morto 200 páginas com os achados da PF. Os ministros demoram a perceber que, junto com a reputação das togas amigas de Vorcaro, sangra a reputação da instituição. O Supremo decidirá o seu próprio futuro, não o de Alexandre de Moraes.
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