Ataques a panfletos na UFRR e a morte silenciosa da UERR atacada pela corrupção
Esquema investigado pela PF gerou um rombo estimado em R$ 108 milhões na UERR (Foto: Divulgação) Enquanto um grupo de extremistas políticos, liderado por uma candidata derrotada a deputada federal e com apoio de um deputado estadual reeleito, invade o Centro Acadêmico de Direito da Universidade Federal de Roraima (UFRR) para arrancar e resgar panfletos que faziam críticas ao presidenciável bolsonarista, a situação da Universidade Estadual de Roraima (UERR) segue em crise, sem que ninguém tenha o mesmo empenho para defendê-la e evitar um colapso naquela instituição estadual.
A UERR tem enfrentado uma das crises institucionais mais graves de sua história, marcada por operações da Polícia Federal que apontam desvios milionários, fraudes em certames e o envolvimento direto de sua alta cúpula em esquemas milionários.
Hoje, a UERR só está presente em Boa Vista e no Município de Rorainópolis, no Sul do Estado, depois do desmonte praticado por políticos sem compromisso com a educação superior, nem com a classe trabalhadora e com os estudantes.
Os ataques aos cofres da UERR chegaram a um ponto em que as bolsas de estudo que existem no momento partem do Governo Federal, sob o silêncio de deputados estaduais que não se posicionam sobre a situação nem destinam emendas parlamentares para reestruturar a instituição e consolidá-la como um fator de desenvolvimento do Estado por meio da educação superior.
Ao contrário, alvo de ataques da corrupção, a UERR tem encolhido devido à falta de recursos para investir em campi do interior e na Capital.
A UERR chegou a essa situação de penúria depois das investigações que apontam desvios milionários por meio de um escândalo de grande impacto na instituição que envolveu o ex-reitor e ex-controlador-geral do Estado, Regys Odlare Lima de Freitas.
Investigações da PF e do Ministério Público de Roraima (MPRR) apontaram a existência de uma “contabilidade paralela” na universidade que movimentou cerca de R$ 140 milhões a partir de 2022, gerando um rombo estimado em mais de R$ 108 milhões.
Conforme as denúncias, verbas públicas destinadas à educação foram utilizadas para fins estritamente pessoais, incluindo o pagamento de móveis planejados para a residência do ex-reitor.
A Vara de Combate a Organizações Criminosas determinou o afastamento de servidores, uso de tornozeleira eletrônica, proibição de contato com órgãos públicos e o bloqueio de bens de luxo, que incluíram fazendas, imóveis e até uma aeronave.
A credibilidade dos processos seletivos da instituição também foi posta em xeque por investigações policiais.
A PF expôs um esquema de fraude e corrupção estruturado para manipular o resultado de concursos públicos e vestibulares para o concorrido curso de Medicina.
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