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Taiwan acusa empresa de exportar servidores de IA ilegalmente

CNN Brasil ·
Taiwan acusa empresa de exportar servidores de IA ilegalmente

O Ministério Público de Taiwan informou, nesta segunda-feira (24), que indiciou nove pessoas, incluindo funcionários da Nvidia e da Super Micro por envolvimento na exportação ilegal de servidores de IA (Inteligência Artificial) para a China.

Taiwan, potência no setor de semicondutores, é o maior produtor mundial de chips avançados utilizados em aplicações de IA.

Este ano, o Ministério Público investigou a suspeita de exportação ilegal de servidores equipados com chips da Nvidia sujeitos a controles de exportação dos Estados Unidos.

Desde 2022, Washington impôs restrições que tornam ilegal a exportação ou venda desses semicondutores na China sem uma licença.

Oito pessoas, incluindo um funcionário da unidade da Nvidia em Taiwan e dois funcionários da unidade da Super Micro, foram acusadas de abuso de confiança e falsificação de documentos em conexão com a exportação ilegal de servidores de IA de ponta, informaram os promotores da cidade portuária de Keelung em um comunicado.

Nenhuma das duas empresas respondeu imediatamente aos pedidos de comentário.

Leia Mais Nvidia começa a enviar chips de IA para China, segundo autoridade dos EUA Nvidia gastará US$ 150 bilhões por ano em Taiwan, diz CEO Nvidia fecha acordos com gigantes sul-coreanas para impulsionar IA Um nono réu foi indiciado em um caso relacionado, envolvendo o suposto desvio de fundos de uma empresa distribuidora envolvida, segundo o comunicado, que não divulgou os nomes completos de nenhum dos réus.

O suposto esquema consistia em fazer parecer que 130 servidores B300 encomendados à Super Micro seriam instalados e utilizados em um centro de servidores alugado em Taiwan.

Os promotores afirmaram que documentos falsos de usuários finais indicavam que os servidores seriam instalados.

Desses 130 servidores, 74 acabaram sendo exportados e entregues a clientes chineses por meio de rotas que incluíam remessas diretas para a China, bem como transbordos pela Indonésia, Japão e Hong Kong, segundo eles.

Os ⁠56 servidores restantes deveriam ser exportados para uma empresa no Japão, segundo os promotores, mas os funcionários da alfândega de Taiwan detectaram irregularidades e impediram a exportação.

“Plenamente ciente” dos controles Os promotores afirmaram que os réus estavam “ plenamente cientes ” de que tanto a Nvidia quanto a Super Micro possuem “rigorosos procedimentos de controle interno” no que diz respeito às exportações.

No entanto, os réus “agiram em conluio entre si em vários níveis para obter lucros enormes, exportando ilegalmente servidores de ponta, aumentando os custos de conformidade das empresas e prejudicando gravemente a imagem internacional do nosso país”, acrescentaram.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.

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